Cartas comerciais em português
Sou estudante de Sociologia, moro atualmente na Alemanha, sou brasileira. Começarei a escrever cartas em Português, mas para empresas em Portugal através de meu trabalho. Estou com dúvidas sobre as diferenças gramaticais existentes entre as duas variáveis: seriam muito significativas? Gostaria de perguntar sobre uma bibliografia em Português de Portugal para cartas comerciais e gostaria de adiantar algumas dúvidas: – Posso também começar uma carta com «Prezados Senhores»?– E posso finalizá-la com «Atenciosamente»? – Palavras como produção, contato possuem um "c" a mais: producção, contacto? – Devo deixar sempre o artigo antes do possessivo: o meu cliente, o Sr. ....? Uma simplificação do tipo "meu cliente, Sr. ...." seria menos apreciada? Agradeço antecipadamente sua atenção!
Pontuação. Ponto antes do e
É permitido utilizar ponto antes da conjunção "e". Ex.: "Venho informar-lhes que Maria e João já iniciaram suas atividades como auditores. E estão disponíveis para quaisquer esclarecimentos."
Estudo dirigido
O que é estudo dirigido?
Como produzir um estudo dirigido?
Emprego do plural: contados da data...
Qual oração está correcta? O prazo de 12 dias corridos, contados da data da comunicação. O prazo de 12 dias corridos, contado da data da comunicação.
"A 17 de Janeiro" / "em 17 de Janeiro"
Por exemplo: garantimos que todas as máquinas estarão convertidas "em 17 de Janeiro" ou "a 17 de Janeiro"?
Manuais de Português para estrangeiros
Gostaria que me sugerissem um manual para ensinar português a estrangeiros.
Vírgula antes de "onde"
Observe a frase: Os turistas dirigiam-se ao litoral, onde a natureza os esperava. Em um exemplo de oração sub. adjetiva restritiva, o autor utilizou a frase acima. Acredito ser mesmo restritiva, mas o uso da vírgula antes da palavra "onde" está correto? Por quê? Obrigado e aguardo resposta.
Alheira e tabafeira
Pertenci, no passado, à direcção da SLP.
Agradeceria o favor da vossa ajuda em relação aos termos alheira e tabafeira.
Sei os significados, mas necessito de saber:
– quando e onde foram utilizados pela primeira vez. – qual a etimologia estudada do segundo termo tabafeira. Embora os dois termos designem produtos diferentes, poderá haver alguma ligação etimológica com tabefe?
Como vivo em Israel, não disponho aqui de dicionário histórico da língua portuguesa e no dicionário etimológico que possuo, como também no dicionário do Sr. Dr. José Pedro Machado – a quem peço o favor de apresentar os meus cumprimentos de muita amizade e admiração – não encontro resposta para a segunda pergunta.
Muito grato.
"Sirva-as frias"
Ao redigir uma receita com meus alunos, surgiu-nos uma dúvida que as gramáticas que consultei não resolveram. Por isso recorro mais uma vez a essa equipe que presta a todos nós um serviço de tanta qualidade. A dúvida é quanto à concordância do adjetivo frio na frase: "Sirva-as (estamos falando de fatias de bolo) frias." Está correta assim?
O que também causou dúvida foi a função sintática do "frias". É predicativo do objeto? O verbo servir pode ser construído com predicativo do objeto, como ver, encontrar e outros que as gramáticas apontam? "Servir o café gelado" e "encontrar o menino triste" são frases semelhantes quanto à estrutura sintática?
Muito obrigada, mais uma vez.
Oração e complemento nominal
Em resposta à minha consulta anterior intitulada "A minha esperança é que...", a professora Maria Regina Rocha ensina que, na frase que apresentei, a oração após o verbo "ser" não tem valor de complemento nominal. Disso provém minha dúvida de hoje: qual é, então, a função sintática (ou valor sintático) das orações "de que haverá deflação" e "de que ele conte a verdade" nos períodos seguintes:
"A previsão de que haverá deflação não procede"; "A esperança de que ele conte a verdade há em todos"?
Se essas orações tiverem valor sintático de adjuntos adnominais (orações adjetivas), gostaria de saber qual é a relação expressa pela preposição "de".
O que me deixou confuso quanto à função sintática dessas orações foi o seguinte raciocínio:
Nas frases "Ele tem amor ao próximo" e "Ele tem esperança em Deus", aparecem os complementos nominais "ao próximo" e "em Deus", porque os antecedentes "amor" e "esperança" os exigem. Assim, se transcrevermos essas expressões, transformando-as em sujeitos, poderemos formar orações como:
"O amor ao próximo é um sentimento grandioso" e "A esperança em Deus fortalece o homem". Entretanto, se eu quiser substituir as expressões completivas nominais "ao próximo" e "em Deus" por orações desenvolvidas que tenham função sintática idêntica, haverá frases como:
"O amor a que ele pratique o bem foi crescendo" e "A esperança em que todos seremos felizes vive com o homem". Dessa formam, permanecem os complementos nominais, contudo, em forma de orações desenvolvidas. Agora, comparem-se "A esperança em que todos seremos felizes vive com o homem" e "A esperança de que todos seremos ...". Os períodos são idênticos, transmitem a mesma idéia! Por favor, ajudem-me.
P.S.: Gostaria de parabenizar o Ciberdúvidas pela prestimosidade com que tem assistido a seus consulentes e pelo brilhantismo com que cumpre sua proposta.
