DÚVIDAS

A pronúncia de folclore
Folclore tem o O aberto ou fechado? O dicionário Aurélio apresenta folclore sem indicação alguma, o que, por exclusão, significa que é aberto, pois este dicionário só indica a pronúncia entre parênteses quando a vogal E ou O são fechadas. Estou certo em acreditar que é com o O aberto, como sempre pronunciei e o que sempre ouvi (com exceção do meu professor de Literatura Brasileira e uma colega de escola que insiste que o O é fechado e diz ter provas a respeito disso)? Comparando com a pronúncia inglesa, da qual deriva, diria que as duas pronúncias são possíveis, já que em inglês, sobretudo nos Estados Unidos, o O antes de R pode ser aberto ou fechado, dependendo da região. Muito obrigado.
«Ao Filho, Deus deu todo o poder»
Gostaria que me dissessem qual vos parece ser a forma mais correcta de registar a análise sintáctica da frase «Ao Filho, Deus deu todo o poder». – primeira forma: Complemento indirecto – ao Filho Sujeito – Deus Predicado – deu todo o poder Complemento directo – todo o poder – segunda forma: Sujeito – Deus Predicado – ao Filho (.) deu todo o poder Complemento indirecto – ao Filho Complemento directo – todo o poder Creio que é a segunda, atendendo a que o complemento indirecto faz parte do predicado, embora na frase em apreço esteja deslocado. Porém, outra dúvida surge numa frase como: Brados de alarme atroaram, de repente, todo o palácio. Como deve ser registada a análise sintáctica: – desta forma? Sujeito – Brados de alarme Complemento determinativo – de alarme Predicado – atroaram, de repente, todo o palácio Complemento circunstancial de modo – de repente Complemento directo – todo o palácio – ou desta? Sujeito – Brados de alarme Complemento determinativo – de alarme Predicado – atroaram (.) todo o palácio Complemento directo – todo o palácio Complemento circunstancial de modo – de repente Aqui, diria que a primeira é a mais correcta. Mas a locução adverbial de repente é móvel, o que significa que, por natureza, digamos assim, não faz parte do predicado. Poderemos considerar que pelo facto de estar entre o verbo e o complemento directo o complemento circunstancial deve ser incluído no predicado? Agradeço a atenção e aproveito para louvar o vosso trabalho.
Travessão e duplo hífen
Tipicamente, a escrita feita através do computador, como a mensagem que neste momento vos dirijo, não contempla a utilização dos travessões. Não creio que seja rigorosamente o mesmo usar em alternativa um hífen. Há “software” de edição de texto, como o “Word”, que substitui automaticamente o hífen por um travessão, mas muitas das vezes, como é o caso agora, não escrevemos em programas dedicados à edição. Existe outra alternativa, mais trabalhosa, através da utilização de códigos ASCII (Alt+0151 no teclado numérico, que corresponde a este caractere: –). Frequentemente, opto por outra alternativa, menos rigorosa e menos trabalhosa, que é a utilização de dois hífens. Até que ponto é aconselhável ou, pelo contrário, de evitar?
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