DÚVIDAS

Próxima actualização do Ciberdúvidas, na segunda-feira, dia 12 de Dezembro
1.Devido ao feriado de 8 Dezembro, em Portugal, Ciberdúvidas só fará nova actualização na próxima segunda-feira, dia 12. 2. Das perguntas entretanto recebidas, destacamos as de sintaxe e de semântica, as quais continuam a suscitar o interesse de muitos consulentes. 3. Uma chamada de atenção para o novo Pelourinho, desta vez sobre o projecto que, em Portugal, levará a retirar o Português dos exames de grande parte dos alunos finalistas do Ensino Secundário (12.º ano). 4. Deixamos ainda um apelo, feito por uma nossa consulente de S. Carlos (S.Paulo, Brasil). 5. Embora sem relação directa com o âmbito do Ciberdúvidas, não quisemos deixar de noticiar o lançamento do livro O Terramoto de 1755. Lisboa e a Europa, de Ana Cristina Araújo. Com edição dos CTT - Correios de Portugal, e inserida nos recém-assinalados 250 anos do grande cataclismo que abalou a capital portuguesa, esta excelente obra constitui uma óptima oportunidade para se compreender as suas repercussões no pensamento europeu da época, ao mesmo tempo que redimensiona o papel do Marquês de Pombal na reconstrução de Lisboa, em moldes ainda hoje considerados revolucionários nos meios da arquitectura e do urbanismo. 6. Para terminar, chamamos a atenção para a mais recente controvérsia, aqui no Ciberdúvidas. Diz-se «o candidato passei a ser eu» ou «o candidato passou a ser eu»?
O uso do vocábulo surreal
Hoje é muito comum utilizar a palavra «surreal» em vez de «surrealista». Esta última utiliza-se para referir o ideário, a primeira utiliza-se de forma quase indistinta para falar de algo muito estranho, invulgar. Não encontro a palavra «surreal» em nenhum dicionário e creio que se trata de mais uma influência do inglês. Faz algum sentido utilizar este anglicismo quando «surrealismo»/«surrealista» são termos perfeitamente adequados?
A expresssão «Orçamento de/do Estado»
Sobre «Orçamento do Estado», embora seja esta a expressão que consta do Diário da República, e de outros diplomas legais, o mais comum é ver escrito e ouvir-se «Orçamento ‘de’ Estado». Será aceitável? Já agora. É muito comum – até no mesmo diploma legal – encontrar-se a fórmula «Chefe ‘de’ Estado» e «Chefe ‘do’ Estado». Qual a formulação mais correcta? Obrigado.
Carácter e caractere
Há alguns dias, coloquei uma dúvida que gostaria de ver esclarecida. Sou estudante de informática e, nos trabalhos que fazemos, empregamos a palavra "caracter" (sem acento) para nos referirmos a um certo símbolo. Também já vi alguns colegas utilizarem a palavra "caractere", com o mesmo significado. Sucede que, consultando os vossos arquivos, verifiquei que, em Portugal, se deve utilizar a palavra "carácter" (com acento) quer nos queiramos referir ao conceito de carácter-personalidade quer ao de carácter-símbolo. Por outro lado, na mesma resposta, éramos informados que o dicionário Houaiss já regista a palavra "caractere". Apesar desta vossa tomada de posição, o certo é que, cada vez com mais frequência, se utiliza a palavra "caracter" e, menos frequentemente, a palavra "caractere", naquele sentido de carácter-símbolo. A vossa resposta tem a data de 12/01/2000. Já passaram, portanto, quase cinco anos e, neste lapso de tempo, não se perdeu o hábito de escrevermos "caracter" e até mesmo "caractere". A minha pergunta é a seguinte: não será que esta prática, que vai contra os vossos ensinamentos, não acabará por se impor a nível linguístico e acaba por ser dicionarizada? Muito grato pela atenção dispensada. Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa