Quis/qui-lo ou qui-la
Conjugado pronominalmente, o verbo querer apresenta certas formas muito pouco usadas, creio eu, e com formas que suscitam dúvidas. Por exemplo, estará correcto conjugar pronominalmente o pretérito perfeito assim: «eu qui-lo... ele qui-lo...» (ou «qui-la», etc.) visto que normalmente as formas verbais terminadas em “r”, “s”, ou “z” levam o pronome a tomar as formas «lo», «la», «los», «las»? Eu evito-as pela "dissonância" e pela ambiguidade. Mas será que essa conjugação se torna defectiva nesses casos? Se sim, por que razão? Obrigado pelo esclarecimento.
«Para inglês ver»
O que significa a expressão «é para inglês ver»? Parabéns pelo vosso maravilhoso serviço.
O sentido de duvidoso
«Duvidoso» pode ter sentido activo e passivo, isto é, uma pessoa pode estar duvidosa de uma mala duvidosa (no aeroporto, por exemplo)? Se afirmativo, há alguma designação própria para esta situação? E como se distinguir se “uma pessoa duvidosa”? Aquela que tem dúvidas ou aquela sobre quem se devem ter dúvidas?
Pôr ‘vs.’ colocar
Na minha opinião, os verbos pôr e colocar têm significados que se podem distinguir um do outro. Por exemplo: «Eu ponho em dúvida o que se vem dizendo nos jornais.» «Pus-me claramente, nesse caso, a favor de uma lei mais estrita.» «Pus qualquer coisa de autobiográfico naquele conto.» «Pôs-se em fuga assim que ouviu o estampido.» «Puseram-se de joelhos e rezaram.» «A possibilidade de terem posto (colocado no porto) um engenho explosivo no porto não será de excluir.» «Ponho uma pedra nesse assunto.» «Pus muitas reservas à sua admissão.» «Pus-me de pé atrás quanto à sua proposta de negócio.» «Aquilo não me interessava: pus-me a andar.» «Puseram-se a gritar: quem nos acode!» Pergunto: em quais destas frases e expressões será de tolerar a substituição do verbo pôr por colocar. A minha dúvida provém da utilização, quanto a mim abusiva, na Comunicação Social (escrita e falada) das formas verbais de colocar – a torto e a direito. Deixo aos especialistas de Ciberdúvidas a tarefa de me esclarecer neste ponto. Muito agradecido.
Bombone(a)ria
O termo «bomboneria» está registado em dicionários editados no Brasil, nomeadamente o Houaiss Electrónico, mas em nenhum, que eu saiba, em Portugal. Por analogia com «bijutaria» (no Brasil, «bijuteria») ou mesmo com «lotaria»/«loteria», será legítimo escrever, em Portugal, «bombonaria», significando estabelecimento comercial especializado em bombons?
A expressão «recolher o espírito»
Gostaria de saber o significado da expressão «Recolhe o teu espírito» no seguinte excerto: «Joaquina – (...) Província será a sua terra, que há-de ser a Lourinhã ou aldeia de Paio Pires ou coisa que o valha. E então?... José Félix – Basta, Joaquina, basta; Recolhe o teu espírito, que já não está aqui quem falou.» Almeida Garrett, Falar Verdade a Mentir, Cena I Significará «acalme-se» ou «guarde os seus pensamentos para si»? Obrigada, desde já.
Norma europeia da língua portuguesa
Existe? Se existe, quem é a entidade certificadora daquela norma? É possível usar-se o referendo para estabelecer, na sua totalidade ou nalguma das suas partes, essa dita norma?
A subclasse do numeral zero
O numeral zero pertence a: ordinal, cardinal, fracionário, multiplicativo ou ele é uma exceção dessas classes?
Disjuntor e “chave disjuntora” [electricidade]
Gostaria de saber se as palavras "chave disjuntora" e "disjuntor" têm o mesmo significado e se posso usar as duas.
Sobre a expressão «andar/estar ao corrente»
Pode utilizar-se a expressão «ao corrente» para significar que alguém está a par de um assunto?
