DÚVIDAS

«Nas proximidades de»
vs. «próximo de»
Comecei a escrever uma narrativa, e iniciei o texto com a expressão «Nas proximidades de». Achei que ficou legal e passava o que queria transmitir, mas usei um corretor de textos online para checar se estava tudo certo, e apareceu que essa expressão era uma expressão prolixa, que era preferível usar a expressão «próximo de». Isso significa que não posso usar a expressão nas proximidades? Mesmo eu achando que ficaria melhor?
Atos ilocutórios indiretos
Gostaria de esclarecer a seguinte questão: nas frases «Pode dizer-me as horas?» e «Sabes a que horas começa o filme?», estamos perante atos de fala diretos ou indiretos e o porquê? Nas frases «Tenciono fazer uma viagem a Paris daqui a dois meses» e «Espero que não chegues atrasado» por que razão são classificadas como atos ilocutórios diretivos? Por último, por que razão a frase «Acho mal que tenhas respondido dessa forma» configura um ato ilocutório expressivo e não assertivo? Muito obrigada pela atenção dispensada.
O uso pronominal do verbo orientar
«Ele é o viajante que se orienta pelas estrelas.» Nessa frase há a voz passiva sintética? A expressão «pelas estrelas» é o agente da passiva em uma voz passiva sintética? Na passiva sintética é correto usar o sujeito paciente antes do verbo como na frase acima (o viajante que se orienta) e nestas frases? «Apartamentos se alugam.» «Um erro se cometeu.» «Casas se vendem.» «Uma recompensa se ofereceu.»
Modo indicativo: perfeito, imperfeito
e mais-que-perfeito
Estou em dúvida nessas frases. Não seria correto o uso do pretérito perfeito? A) Há poucas semanas, encontrávamo-nos para celebrar o Natal. Entre as luzes do presépio, renovávamos os votos de esperança. B) Olhamos para o ano que se despedia, e ansiávamos pelo novo que receberíamos semanas depois. Todos naquela noite reconheceram que o ano fora turbulento. Na frase B, não seria foi ao invés de fora? Grata.    
Verbo de estado com valor perfetivo num poema de Álvaro de Campos
Estando a lecionar a alunos do 12.º ano o poema "Aniversário" de Álvaro de Campos, decidi elaborar uma ficha de trabalho para treinar o aspeto verbal e surgiram-me algumas dúvidas. No excerto «O que eu fui de serões de meia-província», poderei considerar que está presente o valor aspetual iterativo, no sentido em que o sujeito lírico quer referir que vivenciou vários serões em família? Quando afirma «Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças», posso considerar o valor aspetual perfetivo (pela presença dos advérbios «já não»)? Antecipadamente grata pela atenção dispensada.
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