«A bom entendedor, meia palavra basta»
A origem da frase «A bom entendedor, meia palavra basta» é o francês «A bon entendeur, salut»?
Advérbio de modo para inanidade
Pretendo referir-me à inanidade da verdade de uma proposição através de um advérbio de modo. O termo que vejo associado em inglês é vacuosly, que corresponderia, intuitivamente, a vacuamente, por derivação do adjectivo vácuo.
Contudo, não consigo encontrar esse termo nem inanemente em nenhum dicionário que me esteja disponível.
Procuro um advérbio de modo que, neste contexto, faça entender que a veracidade da proposição é vácua.E. g.: «P é falso. P implica Q é, vacuamente, verdadeiro.»
Muito obrigado pelo excelente trabalho que realizam no Ciberdúvidas!
O nome em português da árvore Quercus infectoria
Gostaria de saber se é possível da vossa parte encontrar o nome para o português da seguinte árvore: Quercus infectoria.
Uma página brasileira que encontrei diz que é noz-de-galha, mas diz que é «Quercus infectoria Olivier».
São estas duas árvores as mesmas ou parecidas?
Obrigado.
Sobre o género dos estrangeirismos
Quando um estrangeirismo proveniente de uma língua sem distinção de géneros (como é o caso do inglês) é adoptado por uma língua que distingue entre masculino e feminino (como é o caso do português), quais são os processos pelos quais ele adquire um género próprio? Claro está, não me refiro a casos como password (a qual sendo traduzida literalmente adquire o género da palavra portuguesa palavra = word, resultando como tal em «a password») ou web/net («a teia»/«a rede», portanto «a web/net»), mas sim a casos como "o drive", o "rap", "o skate", "o puzzle", "o poster", etc., palavras estas que não têm tradução literal.
Será que não tendo marcas visíveis que lembrem o género feminino, os estrangeirismos adoptam todos o género masculino (fazendo do género masculino uma espécie de género neutro, como no alemão ou no latim)? Será que há estrangeirismos com possíveis marcas do feminino que adoptam mesmo assim o género masculino e vice-versa? Haverá uma regra que se possa seguir?
(Esta questão vai no seguimento de uma pequena mas inspiradora discussão com um aluno de Macau, a quem ocorreram estas dúvidas. Obrigada, Vítor.)
Sobre o significado de fast-food, novamente
Não tendo qualquer interesse no ramo, escrevo por discordar da resposta de Carlos Marinheiro (23/10/2007), onde refere que o termo fast-food pode (e deve) ser substituído pelo pronto-a-comer.
Tenho para mim que não querem dizer a mesma coisa.
A fast-food refere-se a comida rápida — de feitura acelerada e, normalmente, conotada com má alimentação.
Ora bem, eu já comi feijoadas em prontos-a-comer; o que, não sendo propriamente uma excelente alimentação, não me parece englobável na categoria fast-food!
E comi-as, pois o pronto-a-comer quer dizer comida já confeccionada — é rápida no comer (no sentido de esperar — como o próprio nome indica!), e não rápida no fazer.
Caso as definições no(s) dicionário(s) da língua portuguesa sejam as mesmas, peço desculpa ao sr. Carlos Marinheiro, e passo a minha crítica para eles (os dicionários)!
Estarei assim tão errado?
Sobre o termo macanita (Portugal)
Gostava de saber se macanitas está correcto? Dizem que é nome que davam às raparigas que vinham à ceifa para a região saloia, será?
Expressões de cortesia usadas por telefonistas
Tenho dúvidas nas expressões de cortesia usadas por telefonistas. Quais as correctas?
1.
a) «Bom dia, em que lhe posso ser útil?»
b) «Bom dia, em que posso ser-lhe útil?»
2.
a) «Bom dia, em que posso ajudar?»
b) «Bom dia, em que o/a posso ajudar?»
O pronome em b) é absolutamente indispensável?
A origem das palavras conselho e disciplina
Gostaria de saber a origem das palavras conselho e disciplina.
Obrigado.
Vogais átonas abertas
Gostaria muito de saber quais sao as palavras que mantêm /e/ ou "e aberto" por motivos históricos (como esquEcer), ou /a/ como en caveira, ou "o aberto" ou "fechado" em palavras como corar e também qual é a tal razão histórica.
Agradeço imensamente (de um galego que continua a lutar com a pronúncia portuguesa...).
Sobre o complemento directo
Antes de mais, gostava de agradecer o trabalho da equipa.
Sou aluno do curso médio de Economia. Nesta semana, nas aulas de Português, estou a aprender os complementos do verbo: o complemento directo e o complemento indirecto. Tenho uma dúvida sobre o primeiro. Entendo que é o ser sobre o qual recai directamente a acção expressa pelo verbo. Ex.: «O gato matou o rato.»
O rato é o resultado da acção...
Ex.: «A Maria perdeu o namorado.»
O namorado, o que é? Aqui está a minha dúvida.
Agradecia imenso se me pudessem ajudar. Faço-vos votos de profícuos trabalhos.
