Sobre dessensibilização
Por favor, gostaria de saber se se pode chamar "dessensibilização" a uma redução de sensibilidade. Esta forma é usada no Brasil, mas não sei se correctamente. A palavra insensibilidade, neste caso, não se aplica, pois conduz à interpretação de anulação de sensibilidade. Procuro uma palavra que defina «redução de sensibilidade», e não a sua anulação.
Muito obrigado.
O regionalismo turgia/trugia (Alentejo, Portugal)
"Turgia", ou "trugia"? Como se escreve e pronuncia esta palavra, que significa «bugiganga, tralha» e se ouve no Alentejo?
«A cargo de...»
Na frase «as custas ficarão (...) de fulano», devo utilizar a expressão «a cargo», ou «ao encargo»?Obrigado.
A origem da palavra irritado
Qual a origem da palavra irritado?
Maldizente = maledicente
Fui confrontado recentemente com a palavra maldizente, o que me causou alguma estranheza. Para significar «pessoa que diz mal de algo/alguém», costumo empregar a palavra maledicente. Neste contexto, gostaria de saber se a primeira forma é também correcta e se este é mais um caso de evolução etimológica por diferentes vias, popular e erudita.
Antecipadamente grato pela atenção dispensada.
A origem da expressão «primeiros socorros»
Qual a origem da expressão «primeiros socorros»?
E qual a origem de cada uma das palavras/qual a palavra que originou primeiros e socorros?
O sentido do provérbio «Sol e chuva, casamento de viúva»
Gostaria que me explicassem o sentido do provérbio «Sol e chuva, casamento de viúva».
Obrigada.
Estados-não-membros
Seguindo o princípio dos compostos sem elemento de ligação, deveríamos escrever "Estados-não-membros"? Ou o "não" pode ser considerado elemento de ligação, sendo correto "Estados não membros"?
Uso do advérbio pessoalmente
Depois do anúncio dos resultados das eleições, ouvi alguns candidatos dizerem «já tive oportunidade de felicitar o meu adversário pessoalmente». Deduzindo que não estiveram fisicamente juntos, pergunto se a utilização do pessoalmente é correcta quando aplicada ao telefonema, SMS, e-mail, etc.?
Aspectos jurídicos da entrada em vigor do novo AO
A minha pergunta é de natureza legal, embora se enquadre, presumo, no Ciberdúvidas, dado que trata do Acordo Ortográfico de 1990 (AO 1990). De fato, é uma série de perguntas interligadas.
1. Os decretos brasileiros 6583, 6584 e 6585 de 29 de setembro de 2008 (transcritos no preâmbulo do VOLP da ABL) contêm cada um deles um considerando que reza assim: «Considerando que o Acordo entrou em vigor internacional em 1.º de janeiro de 2007, inclusive para o Brasil, no plano jurídico externo.» Que implicações decorriam do fato de o AO 1990 estar em «vigor internacional (...) no plano jurídico externo,» antes da aplicação do AO no Brasil no início deste ano? Que implicações existem para Portugal o fato de o AO 1990 estar em «vigor internacional (...) no plano jurídico externo» atualmente?
2. O AO 1990 (e protocolos sucessivos) foi ratificado por Portugal e por um número suficiente de países para que este(s) esteja(m) em vigor. Porque efetivamente (no sentido legal ou constitucional) o AO 1990 não está efetivamente a vigorar em Portugal? (Alguém me respondeu que a ratificação carecia de ser regulamentada. Que preceito legal estabelece que um tratado internacional carece de regulamentação após as ratificações das partes? Por exemplo, o tratado de Lisboa entrará em vigor logo que a ratificação pela Irlanda, Rep. Checa e Polónia esteja concluída, sem necessidade de regulamentação alguma.)
3. Posso concluir que a ratificação (e entrada em vigor) do AO 1990 levará à perda de valor legal do AO 1945 e do Formulário Ortográfico brasileiro de 1943, e logo que estes não podem ser invocados em disputa ortográfica alguma?
