DÚVIDAS

Real, reais
Sou funcionário da Secretaria da Receita Federal e pertenço a um grupo que está incumbido da confecção de um manual de preenchimento de declaração. A questão é: quando orientamos o contribuinte a informar os valores constantes da declaração em nossa moeda corrente dizemos – valores expressos em Reais, Real, real ou reais? Quanto a redação de valores, como por exemplo dez reais, todos os livros consultados trazem esta forma de grafia, porém nenhum menciona o caso questionado. Antecipadamente agradeço.
"Ciao" = chau
A palavra italiana “ciao”, que julgo significar “olá”, transitou para a nossa língua, em especial para a oralidade, com um carácter praticamente definitivo, tendo, a meu ver, sofrido uma evolução semântica para significar em Português “adeus”. Como tenho visto as três grafias acima mencionadas em vários textos, solicito esclarecimento quanto àquela que, correctamente, deverá ser usada, quando significa que estamos a despedir-nos informalmente de alguém. Obrigada.
O género de cookies
Gostaria de saber se deverei expressar [o anglicismo] cookies no feminino ou no masculino, encontrando-me na fase final da redação de uma dissertação de mestrado. Na minha expressão oral e verbal quotidiana sempre utilizei cookies no feminino. No entanto, tenho-me confrontado com várias referências bibliográficas que fazem referência ao termo cookies no masculino. A adensar ainda mais esta minha questão, tenho-me confrontado com dicionários que fazem referência ao termo cookie como um substantivo feminino e outros como um substantivo masculino. Agradeço um esclarecimento claro quanto ao género deste substantivo, [na] língua portuguesa.
Sobre as palavras trânsito e transitar
Peço desculpa pela insistência. De facto, como recomendado, já tinha feito uma busca e encontrado a vossa resposta. Provavelmente não me expressei claramente, mas a minha dúvida não está relacionada com a grafia (utilização de s ou z) das palavras trânsito, transitar (do latim transitu, como explicado), mas sim com a sua leitura. Se atendermos à regra de que o grafema s se lê z entre duas vogais, o que não é o caso das palavras atrás referidas, como se explica que, estando neste caso entre uma consoante e uma vogal o s se leia z? Já o seu étimo se lia assim? Mantenho também a dúvida sobre palavras como pinguim e tranquilo (e outras excepções) em que, ao contrário da regra, pronunciamos o u. Obrigada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa