Inabitado e desabitado
Numa recente viagem à Madeira, a guia referiu-se, por várias vezes, ao facto de algumas ilhas do arquipélago (Desertas e Selvagens) se encontrarem "inabitadas". Como sempre ouvi dizer "desabitadas", estranhei mas contive-me.
Está correcta a expressão?
Obrigado.
Preservar e perseverar
Li numa prova qualificativa do torneio de língua portuguesa a palavra "perservar", como sendo um erro da língua, e depois a sua correcção como sendo preservar. Ao estudar para a frequência de Língua Portuguesa, reparei que na parte dos erros mais comuns na língua aparecia a mesma palavra, só que desta vez a professora tinha "perservar".
Em que fico?
Sobre as reticências
Quando é que se colocam as reticências?
Guerra Fria
Escreve-se guerra fria ou guerra-fria? E deve ser colocado em maiúsculas ou minúsculas?
Quadrante
Será correcta a utilização do termo quadrante para qualquer direcção da rosa-dos-ventos? Não se referirá o termo quadrante apenas aos 4 pontos cardeais (Norte, Sul, Este e Oeste), não se aplicando correctamente aos restantes pontos? (colaterais e sub-colaterais)
Plural de estrangeirismos, unidades e de siglas
Não será altura de encarar de frente o facto de muitos neologismos provindos ou de outras línguas, ou de acrónimos, que terminam em consoantes que não são as habituais em Português, ou ainda por trazerem uma fonética invulgar, terem passado ao uso corrente, como substantivos e, portanto, deverem ter uma forma de plural.
Exemplos são os nomes de unidades do sistema SI (antigo sistema métrico decimal), como watt,volt,dalton, ou siglas como PIN (NIP) ou CD-ROM (/róme, não /rõ).
Para as unidades, já nos habituámos há muito a dizer volts ou watts (as formas rebuscadas vátio, vóltio, etc, não pegaram), mas ainda estranhamos que se possa dizer PINs ou CD-ROMs.
E não adianta dizer que são siglas e não devem ter plural, porque não só a Conferência Internacional dos Pesos e Medidas especifica que os nomes das unidades admitem plural (não os seus símbolos, V, W, m, kg,etc.) como um CD-ROM é um objecto real e palpável, tal como um lápis ou um telefone, cujos nomes são substantivos.
Quais as normas a seguir, se não quisermos esconder a cabeça na areia?
Cf. Plural de CD-ROM e CD-Rom e PIN
A tradução da expressão latina «alter rixator de lana saepe caprina»
«Alter rixatur de lana soepe caprina» é um verso de Horácio que tentei traduzir à letra e que significa mais ou menos : «um outro brigão de lã soepe (?) de cabra. Estando em causa a origem da expressão «questões de lana-caprina» e por não conseguir obter o significado de soepe, que deverá tratar-se de alguma declinação, muito grato ficaria pela sua tradução.
Bem hajam por todo o vosso serviço à causa da cultura portuguesa.
A meia voz ou a meia-voz?
Consultados vários dicionários da Língua Portuguesa, verifiquei que a expressão «a meia voz» é registada sem hífen. Acontece que, na correcção do 1.º teste do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, os correctores consideraram erro a expressão sem hífen. Por outro lado, o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa regista a mesma expressão com hífen. Será adequado considerar erro ortográfico uma expressão que aparece dicionarizada com hífen e sem hífen? Onde está a norma? Quem nos ajuda a encontrar a entidade normalizadora da Língua Portuguesa?
A voz do camelo
O porco grunhe, o burro zurra, e o camelo?
«Regressar a» e «regressar para junto de»
Como se deve dizer? «Regressar para junto de sua esposa», ou «regressar a junto de sua esposa»?
Julgo ser a primeira forma, mas então porque se diz «regressar a Lisboa» e não «regressar para junto de Lisboa»?
Obrigada.
