DÚVIDAS

A origem do nome Isaura
Desde pequena que tenho uma enorme curiosidade em saber a origem do meu nome Isaura. Sei o "porquê" de o ter, mas não sei a sua origem. O "porquê" é simples. Minha avó (fiz 50 anos em Janeiro) leu o livro na sua juventude (tenho-o guardado: a 7 chaves).Na primária diziam que tinha nome de "velha" — francamente detestava-o. Há alguns anos apareceu a 1.ª telenovela, que por curiosidade vi; agora outra (não vi)... e lá vem à baila o meu nome outra vez... felizmente deixei de detestá-lo há muito, muito tempo.As pesquisas que faço na Internet levam-me sempre a "becos sem saida" assim como a consulta de dicionários de nomes próprios (ja consultei pelo menos 3), e Isaura... nada!Será que me podem elucidar?Muito obrigada pelo tempo que vos tomei.
As grafias piripiri e piripíri
Ao consultar receitas de cozinha, é vulgar aparecer a palavra "piri-piri", para designar o pimento vermelho (ou o molho obtido a partir do mesmo) muito picante usado como condimento em muitos pratos da cozinha africana, americana, portuguesa, etc. Mas, na edição de 2005 do Dicionário de Língua Portuguesa, da Porto Editora, aparece a grafia "piripiri", enquanto que no Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa, 47.ª edição (2004) da Editorial Notícia, temos "piripíri". A minha dúvida é, pois, qual a grafia mais correcta. Se é que a há...
A dupla grafia de ideia
Consultei já os devidos esclarecimentos acerca da dupla grafia do vocábulo ide[é]ia. Contudo, continuo sem perceber porque é que no Brasil se acentua o e. É pelo facto de a pronúncia brasileira abrir o ditongo ei? Ainda, a palavra ide[é]ia é bi- ou trissilábica? Como se classifica em termos de acentuação da sílaba tónica? Por fim, em Portugal não me lembro de aprender na escola os termos proparoxítona, paroxítona e oxítona, mas os sinónimos esdrúxula, grave e aguda são-me completamente familiares. É normal, em Portugal, utilizar-se a nomenclatura que referi por último?
As regras de acentuação (II)
Antes de mais, agradeço a resposta à minha pergunta e deixo os meus sinceros parabéns ao Ciberdúvidas pelo seu excelente trabalho. Ficou-me, porém, uma dúvida a respeito das regras de acentuação: a regra em que me baseei para me referir à acentuação gráfica das homógrafas surge na gramática de C. Cunha e L. Cintra (é a 12.ª), bem como no prontuário de M. Bergstrom e N. Reis. Essa regra, de acordo com a resposta do Ciberdúvidas à minha pergunta sobre a acentuação gráfica da palavra “cor”, não tem qualquer validade nem lógica. Quer isto dizer que as obras citadas não são de confiança?
Sobre o âmbito de personagem
Agradeço a vossa resposta. Aproveito este momento para louvar o trabalho que têm feito, esclarecimento de dúvidas de forma muito clara, e o contributo que têm dado para a boa prática da língua portuguesa. Queria que me explicassem porque é que Carnaval da Vitória é uma personagem [da novela Quem Me Dera Ser Onda, de Manuel Rui], porque no seio dos professores há duas posições. Uns acham que é personagem, e outros defendem que ele não pode ser personagem porque os animais só podem ser personagens nas fábulas. Muito obrigada pela atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa