DÚVIDAS

O verbo gostar no condicional
Como se escreve correctamente a frase: "Se tiver os documentos em ficheiro, gostaria que mos enviasse por ‘email’." Isto parece-me aquilo que ouço mais, mas acho que não está correcto. O verbo "enviasse" tem que indicar "o quê" (os ficheiros) e "a quem" (a mim). Se fosse no presente seria "poderia enviar-me-los"? Não sei se o verbo "enviasse" está exactamente no condicional, mas tenho muitas dúvidas em conjugar verbos neste tempo verbal com pronomes "-me", "-lhe" e partículas "-se", "-los", etc. Muito obrigado!
Teletransportar
Minha pergunta está relacionada com a etimologia da língua portuguesa. Ando escrevendo um livro onde os personagens são espíritos. Eles, como são feitos de matéria, são capazes de desaparecer em um lugar para reaparecer em outro. Meu problema está no fato de eu conhecer somente dois verbos capazes de descrever tal ação (teletransportar e teleportar). São verbos sucintos e diretos, mas eu procuro uma coisa diferente, uma vez que estes dois remetem um universo sci-fi e a ideia de naves espaciais e tecnologia do futuro. Logo, preciso de um verbo que expresse uma nova ideia, onde um espírito seja capaz de teleportar-se sem ser confundido com um alienígena (como pode-se perceber na aplicação deste exemplo). Então, resta-me criar um novo verbo. Mas o que devo fazer para isto? Devo pesquisar prefixos e radicais? É correto fazer isto, ou vai contra alguma norma linguística? Pode ser malvisto aos olhos de estudiosos da língua portuguesa?
«Eu deduzi/induzi...»
Gostaria de saber quando uma pessoa, numa proposição bastante recorrente, usa da expressão «eu deduzi que querias dizer isso» estará correcta, em detrimento da expressão, a meu ver, mais correcta «eu induzi que querias dizer isso». Pois a indução acontece quando se parte do particular para o geral, e a dedução, do geral para o particular. Numa situação quotidiana, qual é a expressão mais correcta a ser usada?
Banto/a, bantos/as ‘vs.’ “bantu” (invariável)
lEmbora, parte da resposta que pretendo já tenha sido respondida por Ciberdúvidas, peço a vossa paciência para uma resposta mais completa, pois dela depende a justificação autorizada, que nos é pedida, para uma decisão editorial que tomámos, arrimados à consulta que fizemos na data atrás referida.  Explicitando: Na reedição de um livro, cujo título original é «Cultural Tradicional Banto», decidimos, depois de consultarmos os vários dicionários disponíveis e também a Ciberdúvidas, alterar não só o título para «Cultura Tradicional Banta» como também o uso inflexível do termo «banto», pelas várias formas do termo aportuguesado, usando o masculino e o feminino e os seus correspondentes plurais, em conformidade com a exigência do discurso. [...] Confrontados com a necessidade de justificar essas alterações, gostaríamos que nos facultassem uma ajuda de resposta, fundada em bases etimológicas e filológicas.  Reconhecido.
A sintaxe do verbo lembrar, uma vez mais
Mais uma vez gostava de congratular a equipa do Ciberdúvidas pelo vosso desempenho. Não me canso em enaltecer o quão agradecida estou pelo serviço que é prestado à língua portuguesa. Desta vez a minha dúvida reside na regência do verbo lembrar. Li um comentário que fizeram a respeito duma personalidade brasileira: «Lembramos e prestamos várias homenagens a este grande brasileiro.» A minha dúvida é a seguinte, esta frase está correcta no português europeu? Sei que o verbo lembrar requer o uso da preposição de. Mas pergunto-me se admite excepções e se a frase transcrita é uma delas. Agradeço desde já a atenção dada à minha questão. Infelizmente, não encontrei nenhuma resposta no vosso repertório de perguntas e respostas que me consiga esclarecer. Obrigada.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa