DÚVIDAS

Mau / ruim
Faço faculdade de Letras no Rio de Janeiro, Brasil, e sou apaixonado por língua portuguesa. Eu, meu professor de Morfologia e mais três amigos vamos apresentar um trabalho no próximo congresso da SIPLE que vai acontecer na universidade da PUC, aqui mesmo no Rio, no mês de Novembro. Para tal, precisamos de uma ajudinha de vocês: o que pode nos dizer a respeito de quando usamos a palavra "ruim" e quando usamos "mau" numa frase? Obrigado desde já.
Perigo e perigosidade
Cada vez mais vemos, principalmente na classe política, o uso da palavra "perigosidade". Depois de algum tempo, certo de que tal palavra não existia, consultei um dicionário "online" que me confirma que existe, sim, e dá a seguinte definição: «perigosidade s. f., qualidade ou estado de perigoso; periculosidade.» Fui pesquisar "perigo", de seguida, e a sua definição é: «perigo do Lat. periculu s. m., situação, conjuntura, que ameaça a existência ou os interesses de uma pessoa ou coisa; inconveniente; risco; prov., aborto.» Fiquei então com uma outra dúvida - uma vez que "perigo" já define uma qualidade, "perigo de morte" p. ex., quando usar "perigo", "perigosidade" e "periculosidade"? Ou serão, no fim das contas, sinónimos? Obrigado.
K, w, y na língua portuguesa
Desde as últimas reformas ortográficas, o alfabeto da língua portuguesa em uso no Brasil admite apenas para casos muito especiais a utilização das letras k, w e y. Ainda que os sistemas de transliteração existentes possam fazer uso de tais signos (conforme Leonor Santa Bárbara – 3/8/99), na tentativa de registro das línguas indígenas brasileiras (ágrafas, aliás), como escrevê-las corretamente diante daquele impedimento gramatical, já que as mesmas não são abrangidas pelos casos especiais?
Os determinantes e a Nova Terminologia
Tomei conhecimento da aprovação da Portaria n.º 1488/2004 de 24 de Dezembro de 2004, pelo Ministério da Educação, relativa à nova terminologia linguística a ser utilizada no ensino da Língua Portuguesa no Ensino Básico. Chamou-me particularmente a atenção a questão das designações de "quantificadores relativos e universais", em substituição dos determinantes indefinidos, etc. Gostaria de saber se será possível saber a opinião dos senhores relativamente a esta questão. Aproveito para pedir, se possível, alguma informação bibliográfica de base para a sua sustentação, caso seja do vosso conhecimento. Agradecendo, desde já, a atenção dispensada a este meu pedido de ajuda, despeço-me, ansiosa pela resposta mais completa e urgente possível.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa