DÚVIDAS

Embora, oxalá e que
Gostaria que incluíssem uma abordagem, ainda que breve, sobre os dois seguintes erros: 1) embora que; 2) oxalá que..., pois tenho vindo a assistir a uma ignorância tal, o que pode ser crucial para os utentes da língua portuguesa que não fazem recurso à gramática, já que se prendem em discursos de «supostos bons oradores». Se a abordagem for feita pela consultora Sandra Duarte Tavares, era bom.
A família dos felídeos
Os cães pertencem à família dos canídeos, a que também pertencem a raposa, o lobo e outros. O gato pertence à família dos felídeos, onde podemos encontrar o gato-bravo, o lince, os leões... Todavia, em várias câmaras municipais e juntas de freguesia, os cães continuam a pertencer à familia dos canídeos, contudo os gatos já são designados por "gatídeos". Como bióloga, esta denominação não tem qualquer tipo de fundamento, constituindo um erro grave de denominação/organização sistemática. Mas, no benefício da dúvida no que diz respeito ao português, fiz pesquisa em vários dicionários e em nenhum deles existia esta designação. Queiram, por favor, tirar-me esta dúvida. Obrigada.
Relativas livres ou sem antecedente
Sobre caso em que o verbo suceder pode ter como sujeito uma oração é dada como exemplo a frase «sucede que não estou interessado», na qual se considera o "que" como pronome relativo. Que nome é que o pronome representa? Sem pôr em causa a intransitividade do verbo (à primeira vista o "que" até parece conjunção integrante), substituindo «que não estou interessado» por «não estar (eu) interessado» a oração infinitiva será o sujeito, mas o "que" da oração substituída está em vez de quê? Desempenhará uma função de realce como em «sucede é que não estou interessado»? Então e se a frase for «o que sucede é que não estou interessado»?
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