DÚVIDAS

Logótipo ‘vs.’ logotipo
Causou-me estranheza o termo logótipo que li no Ciberdúvidas, já que sempre dissera e ouvira logotipo (paroxítona). Consultei meu dicionário e é esse mesmo o termo que aparece, porém com a ressalva que seria melhor logótipo, como se parece preferir em Portugal. Tal prosódia (sancionada pelos livros brasileiros, pelo que parece) terá surgido por influência de outras palavras terminadas em tipo, proparoxítonas, que infelizmente a língua em sua variante brasileira transforma em paroxítonas. Veja-se biótipo e biotipo. Se continuar assim, logo estaremos dizendo fenotipo, genotipo e estereotipo.
A regência de precisar, novamente
Gostaria de saber qual/quais das expressões seguintes está(ão) correta(s): «tenho tudo o que precisas», «tenho tudo de que precisas» ou «tenho tudo do que precisas». O verbo precisar pede a preposição de: quem precisa, precisa de alguma coisa. No entanto, penso que a primeira expressão me soa melhor, se bem que seja a que talvez faça menos sentido gramaticalmente. Agradeço, desde já, a ajuda prestada e aproveito para felicitar os responsáveis pela manutenção deste portal, que tanta ajuda disponibiliza aos milhões de falantes do nosso idioma!
Acerca de cor-de-rosa e «cor de laranja»
Consultei [...] esta resposta. Talvez pelo facto de as minhas línguas maternas — o espanhol e o catalão — estarem muito sistematizadas, em grande parte para facilitar a vida de quem escreve, não pude, depois de ler a mencionada resposta, deixar de me perguntar se tem algum sentido escrever "cor-de-rosa" com hífen e "cor de laranja", "cor de tijolo" ou "cor de vinho" sem o mesmo. Pessoalmente, acho que não e apenas confunde e dificulta a vida, para além de me parecer completamente arbitrário, mas gostaria de saber a sua opinião de linguistas especialistas em português, que vêem a língua desde dentro, e não de fora como eu. Muito obrigado.
Identificar complementos directos e indirectos
Sou estudante e encontro-me com bastantes dificuldades na sintaxe do português, nomeadamente, no que se refere aos complementos preposicionados. Apesar de ter consultado várias obras gramaticais (Celso Cunha, Maria Helena Mira Mateus) e de ler todas as respostas do Ciberdúvidas no que respeita aos complementos do verbo, continuo sem saber que função sintáctica atribuir aos complementos preposicionados. Além de que, na Gramática do Português Moderno, José Manuel de Castro Pinto e Maria do Céu Vieira Lopes, Plátano Editora (ensino secundário), na página 183, deparo–me os seguintes exemplos: A Rita chamou pelo pai. CD pelo pai O Nuno cumpre com as obrigações. CD com as obrigaçõesO professor pegou no livro. CD no livro Naquela exposição, gostei de muitos quadros. CD muitos quadros Na obra de Celso Cunha, na página 513, pode ler-se o seguinte: «A ligação do verbo com o seu complemento, isto é, regência verbal, pode fazer-se: a) directamente, sem uma preposição intermédia, quando o complemento é objecto directo. b) indirectamente, mediante o emprego de uma preposição, quando o complemento é objecto indirecto.» Conheço os testes que permitem identificar os complementos directos, indirectos e oblíquos, mas tenho dificuldade em classificar as funções sintácticas dos complementos preposicionais. Se os complementos preposicionais têm funções de complemento directo e indirecto, como distingui-los? Muito obrigada.
Verde-musgo, azul-marinho e azul-celeste
Como saber se o segundo elemento do adjectivo composto verde-musgo, azul-marinho e azul-celeste é na realidade nome ou substantivo? Que exercícios ou técnicas podemos adoptar para chegar a conclusão ou explicar que se trata de verdadeiros nomes? E porquê chamar a esses compostos de adjectivos compostos? Para terminar, no composto castanho-claro, a que classe morfológica pertence o segundo elemento?
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