O aumentativo das palavras boneca, faca e barata
Eu procurei nas perguntas e não consegui sanar minha dúvida.
Quero saber se existe o aumentativo de palavras no feminino. Exemplos: boneca, faca, barata entre outras, geralmente no feminino.
Abraços.
«De forma que» + «por forma a»
“Por forma a” ou “de forma a” Qual das expressões está correcta «Por forma a» ou «de forma a»?
O significado de «dar vazão»
O que é que quer dizer «dar vazão»?
Mal visto e malvisto
Relativamente à resposta dada em 22/04/2008, com o título Grafia de malvisto, gostaria de saber se são aceitas as seguintes frases:
1) «O João foi mal visto, porque chegou disfarçado ao velório.»
2) «A placa foi/ficou mal vista, pois o mato a encobriu.»
Outras situações com mal:
3) «O prédio malfeito/malconstruído foi vendido por um preço baixo.»
4) «O prédio foi mal feito/mal construído pela construtora.»
5) «Aquele quadro está/ficou malpintado.»
6) «Aquele quadro foi mal pintado pelo João.»
7) «O texto acima ficou mal-elaborado.»
8) «O texto acima foi mal elaborado pelo consulente.»
Há alguma forma de se identificar o mal separado, com hífen, ou "tudo junto" sem hífen, ou o contexto é que definirá entre uma ou outra?
Obrigado.
Diferença entre lhes e vos
Antes de mais, parabéns e bem hajam por este serviço em prol da língua portuguesa. (espero não estar a escrever erros). A minha pergunta: Faz-me sempre muita confusão quando ouço, p. ex.: apresento-lhes o micro ondas... (publicidade feita pelo cozinheiro António Silva a um microondas). Mas mesmo o Dr. José Hermano Saraiva usa muito o pronome lhes na sua forma singular ou plural quando se refere a nós telespectadores. Não deveria ser apresento-vos, falei-vos, informei-vos? Não sei por quê (está bem este por quê separado?), não tenho grande justificação, mas para mim o sentido que dou a lhes é a eles e vós o de a vocês, portanto, uma forma mais directa.
Elementos de uma enumeração: uso de maiúsculas e pontuação
A dúvida prende-se essencialmente com o uso do ponto e vírgula (;).
Gostaria que me esclarecessem, com base nos exemplos abaixo constantes, o cenário mais correto.
«Objetivos Gerais:
– Divulgar e promover a bebida Bubble Tea na nossa Região.
– Dar a conhecer a história e o processo de produção do Bubble Tea.
– Criar Bubble Teas com produtos regionais.»
«Objetivos Gerais:
– Divulgar e promover a bebida Bubble Tea na nossa Região;
– Dar a conhecer a história e o processo de produção do Bubble Tea;
– Criar Bubble Teas com produtos regionais.»
[Há quem afirme] que, após a utilização de :, deve começar-se uma enumeração com letra maiúscula e no final a aplicação de um ponto. A minha versão é que, após a utilização de :, deve começar-se uma enumeração com letra maíuscula e no final a aplicação de um ponto e vírgula.
[Assim:]
– devo [pensar] que, quando se inicia uma enumeração com letra maiúscula, devo terminar a frase com um ponto?
– devo concluir que, quando se inicia uma enumeração com letra minúscula, devo terminar a frase com um ponto e vírgula?
É assim tão linear esta questão?
Todas as gramáticas que consultei, bem como a Constituição da República Portuguesa, art. 70.º, mencionam que cada alínea abre um parágrafo e começa com letra maiúscula e termina com um ponto e vírgula.
Obrigada.
O verbo sentir-se como reflexivo
A propósito da consulta feita em 9/6/2010 e respondida pela professora Ana Martins, no que se refere aos exemplos dados e à análise feita das frases «O Zé sentiu-se o rei da bicharada», «O Zé sentiu-se insignificante», «As crianças sentiram-se mal», pergunto se não é admissível considerar o verbo sentir-se nesse caso como reflexivo. Nesse caso, teríamos um predicativo de objeto direto, representado pelo pronome se. O verbo sentir é essencialmente transitivo («Sentiu a presença do inimigo»). Assim, na frase «Luísa sentiu o marido desconfiado (sentiu-o)», desconfiado seria predicativo do objeto direto; na frase «Luísa sentiu-se desconfiada (sentiu-se a si própria)», ocorreria o mesmo.
Peço ainda opinião sobre a seguinte frase: «Luísa sentiu o marido junto de si.» «Junto de si» poderia considerar-se predicativo do objeto direto?
Obrigado.
Réu, acusado, arguido, suspeito, indiciado, culpado
Quando alguém vai responder em tribunal, parece que nunca acertamos com as designações a atribuir à pessoa que vai responder. Já não querem a designação de culpado, porque isso só depois de sentença transitada em julgado; a de réu também não, porque ainda não é culpado; e a de acusado, porque o Ministério Público ainda não deduziu acusação. Parecem preferir a de arguido, de suspeito, de indiciado... fala-se em «alegado agressor», «alegada transgressão», «alegados factos», etc.
No entanto, sobretudo em julgamentos do domínio do cível, a cada passo o tribunal se refere ao réu ou à ré, conforme os casos, e continua a citar-se o aforismo «in dubio pro reo».
Será confusão, panóplia de eufemismos? Em que ficamos?
Muito agradeço uma resposta.
Plural de «qualquer»
Todos sabemos que o plural de «qualquer» é «quaisquer», mas as palavras compostas por aglutinação formam o plural segundo a regra geral: acrescentando um -s no 2.º elemento. Gostaria então que me esclarecessem acerca deste caso em particular! Qual a regra gramatical para a formação do plural do pronome/determinante indefinido «qualquer»?
O uso da vírgula com as conjunções porque e que
Fiz diversas leituras (inclusive aqui), porém nada sanou a minha dúvida. Peço aos senhores um esclarecimento ou apenas uma referência para eu consultar.
O adjunto adverbial e a oração adverbial possuem o mesmo papel: modificador. Há autores até que chamam de adjunto adverbial em forma de oração (as orações adverbiais), até aqui, tudo bem! mas... quando vamos à pontuação que é o problema!
Os adjuntos adverbiais no final não são separados dos termos anteriores, as orações adverbiais também deveriam seguir a mesma Regra: "Não veste com luxo porque o tio não era rico." (Machado de Assis, OC, II, 204.)
Porém... A vida não é feita apenas de momentos bons: "Ceamos à lareira, que a noite estava fria." (A. Ribeiro, M, 44.)
Qual motivo das orações adverbiais na forma direta (após a principal), ora estão com vírgula, ora não?
