DÚVIDAS

«Eu não me acredito...» e «é suposto que...»
Muitas vezes (demais, eu acho), ouço pessoas a dizer «eu não me acredito». Será influência brasileira, das novelas? Falo de colegas que, p.e., têm trinta e tal/quarenta e poucos anos. Igualmente, é frequente ouvir os «supostamente» ou o «é suposto que», coisa que eu, tendo frequentado o Curso de Línguas e Literaturas Modernas, me faz sentir tremendamente irritada. Para já não falar no «Eu, pessoalmente,...». Como é que essas pessoas, pais/mães de filhos em idade escolar, poderão ajudar a transmitir o que aprenderam e que, pelos vistos, já esqueceram?
Aspeto gramatical vs. aspeto lexical
Gostaria que me esclarecessem sobre as diferenças que existem entre valor imperfetivo, durativo, habitual e iterativo. O valor imperfetivo pode ser simultaneamente durativo? Não consigo identificá-los claramente nas frases. A título de exemplo, no segmento «hoje os investigadores continuam a fazer perguntas (...)», o complexo verbal «continuam a fazer» que valor expressa? Muito obrigada pela atenção dispensada.
Palavras de um conto de Mia Couto (escritor moçambicano)
Sou um estudante italiano de língua portuguesa que mora em Turim. Estou a traduzir para o italiano um conto de Mia Couto, escritor moçambicano. Encontrei na sua escrita uma série de palavras que eu acho que são criadas pelo autor, mas ouvi que estas palavras existem no "português de Moçambique": "barafundido", "esvoar", "desarpoar", "estonteação", "estrelinhar", "cabistonto", "pilha-patos", "voações", "eclatar", "desacudidas" Dado que cá em Turim não é possível encontrar um dicionário das línguas africanas, pediria para vocês uma confirmação da existência ou um conselho do livro que deveria consultar. Muito obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa