DÚVIDAS

Locuções correlativas, coordenação e vírgulas
As locuções «não só...mas também...», «tanto...como...», «seja... seja...» devem-se fazer acompanhar de alguma vírgula? «O Rui não só era estudioso mas também muito persistente.» «Conquistou várias vitórias tanto a nível económico como social.» «O João tanto trabalhava em casa como praticava desporto.» «É preciso ser persistente seja nos tempos bons seja nos tempos maus.» Cordialmente.
As palavras percepção, decepção, concepção e recepção
Palavras como percepção, decepção, concepção, recepção (entre outras) são compostas por um prefixo (per-, de-, con-, re-) e um outro elemento linguístico comum "cepção". Pergunto se, abordado isoladamente, aquele elemento comum à formação daquelas palavras tem algum valor ou significado, e qual é. Em caso afirmativo, poderíamos então juntar-lhe outros prefixos e formar outras palavras. Por exemplo, com o sufixo in- resultaria a palavra incepção (ou "insepção"?). Neste caso, qual seria o significado desta palavra? Obrigado.
Pego, pegado
O livro Curso de Gramática Aplicada aos Textos, de Ulisses Infante, diz que o verbo pegar tem como particípio apenas a forma regular: pegado. No entanto, os meios de comunicação, pelo menos aqui no Brasil, a todo momento usam, na voz passiva, um particípio irregular, por exemplo: «Ele foi pego» (uns dizem "pégo"; outros, "pêgo"). Eis, então, minhas dúvidas: 1) Isto é apenas um entendimento isolado de um gramático, ou uma regra da língua culta de consenso geral? 2) Caso realmente só exista pegado, haveria, na língua culta, voz passiva com este verbo? Poderia-se dizer que «ele foi pegado» (chega a soar estranho, tal é o costume de se ouvir a outra forma)? 3) Se, ao contrário, haja, na língua culta, a possibilidade de se construir uma frase do tipo «ele foi pego», como seria a pronúncia: "pégo" ou "pêgo"? Obrigado pela atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa