A concordância com cada, retomado por um pronome pessoal
Na frase «embora ele tenha detalhado cada ponto de Lisboa», a expressão «cada ponto de Lisboa» poderia ser substituída pelo pronome oblíquo os de modo que a frase ficasse «embora ele os tenha detalhado»? Ou nesse caso a regra da concordância com o pronome indefinido cada é imperativa?
Agradeço desde já a atenção!
Dúvidas sobre ortografia e pronúncia dos sons
Tenho estas dúvidas: 1) "Im", "om" e "um", no final de palavras, são considerados dígrafos? Ex.: “Assim” – “bom” – “atum” 2) Em "polens", o “en” é dígrafo vocálico nasal ou encontro vocálico fonético? Obs.: Todas as paroxítonas terminadas em ditongo recebem acento. E em "pólen", o “en” é encontro vocálico fonético? 3) Quais os encontros vocálicos de “radiouvinte?” 4) Em "quando", há ditongo (“uã”) e dígrafo vocálico nasal (“an”) ao mesmo tempo? 5) Em "expressar", “xp” é encontro consonantal? 6) Em "plausível", quantos encontros vocálicos fonéticos existem? (“au”, “el”) 7) Em "prefixo", quantos encontros consonantais fonéticos existem? (“pr”, “x”)
Comissional e comissionável
Gostaria que me esclarecessem as seguintes dúvidas relativas aos termos comissional e comissionável, respectivamente. A sua utilização é no contexto de comissões de venda.
É correcta a utilização do termo comissional como adjectivo de algo que determina a existência e o tipo de comissões? Ex.: «Plano comissional».
É correcta a utilização do termo comissionável como adjectivo de algo que está sujeito a comissão? Ex.: «Unidade comissionável».
Muito obrigado.
As letras p e b
Quais as regras do emprego das letras p e b na ortografia?
Os verbos irregulares terminados em -ear
Tenho uma dúvida: Podem-me indicar quais os verbos irregulares terminados em "ear"? Já pesquisei nas respostas anteriores mas sem sucesso.
O verbo na interrogativa direta
Segundo Cândido de Figueiredo, excelente autor português, cujas lições ainda são bastante proveitosas, o verbo das orações interrogativas diretas tem sempre de anteceder o sujeito. Exemplo: «Como pode o homem sublimar a força da libido?» A construção «Como o homem pode sublimar a força da libido?» não teria nenhum apoio nos ensinos do conspícuo mestre lusitano. Se não estou equivocado, ele afirmava que constituía erro colocar o verbo depois do sujeito nas interrogativas diretas. Em minha humílima condição de estudioso da língua portuguesa, concordo com a doutrina dele. Creio que essa é a melhor posição para o verbo nessas construções. Qual é a opinião do Ciberdúvidas? Nas interrogativas diretas, é errado deixar o verbo depois do sujeito?
Muito grato!
A abreviatura de publicitário
Por gentileza, como se abrevia o seguinte título académico: publicitário?
«Bola de carne» vs. «bola de futebol»
Devemos escrever: «bola de carne» ou «bôla de carne»?
«Dizer para...» e «pedir para...» + infinitivo
Não posso concordar [quando se diz] que é aceitável dizer «eu disse para fazeres isso». Correcto é (e sempre foi assim): «Eu disse que fizesses isso.» E porquê? Porque eu disse: «Faz isso!» Logo, fica: «eu disse que fizesses isso»; mas nunca «eu disse para fazeres isso», pois tal não faria sentido nenhum. Da mesma maneira que se diria: «eu ordenei que fizesses isso», e nunca «eu ordenei para fazeres isso», nem «eu mandei para fazeres isso», mas, sim, «eu mandei que fizesses isso»; pois a ordem, ou o mandado, foi: «Faz isso.» E o mesmo se aplica ao verbo pedir: Eu pedi: «Faz isso.» «Eu pedi que fizesses isso»; e não: «Eu pedi para fazeres isso».
O uso de para seria correto neste caso: «Eu disse aquilo, para te animar»; «eu pedi aquilo, para te animar». Esse erro parece-me, mais, ser uma corrupção pelo inglês, em que se costuma dizer: «I told/ask you to do that», que, vertido literalmente para português, seria, efectivamente: «Eu disse-vos/pedi-vos para fazerdes isso»; mas cuja tradução em português correcto é: «Eu disse-vos/pedi-vos que fizésseis isso» («eu disse-vos/pedi-vos: Fazei isso»). Isto, sim, faz pleno sentido. Erros devem ser condenados prontamente; e não devem ser tolerados, só porque são muitos os que os cometem. E os doutores têm a obrigação de fazer isso mesmo. Quando prevaricam, o erro espalha-se velozmente.
Sobre o advérbio de modo maciçamente
Deve dizer-se «Os lisboetas estão massivamente errados» ou «Os lisboetas estão maciçamente errados»? Procurei no Aurélio e no Houaiss e não fiquei esclarecido. Obrigado pelo esclarecimento e continuação do excelente trabalho.
