DÚVIDAS

«Ser omisso» e «ser omitido» (particípios duplos) + anáfora
Li esta frase: «Uma prova de que é opcional é o facto de poder ser omitido sem que a frase deixe de ser gramatical:» num artigo em Ciberdúvidas intitulado «Sem sela» é complemento circunstancial – I, da autoria da senhora Ana Carina Prokopyshyn. A minha dúvida prende-se com «ser omitido» sobretudo depois de o meu Word me aconselhar a «ser omisso». Numa consulta ao sítio de Mark Davies encontrei apenas três frases com “ser omitido”, ao passo que no Google encontrei um infindável número de casos. Pergunto, pois, qual das duas está correcta? Tendo em conta as regras dos particípios, dir-se-ia que seria «ser omisso», porém, são mais as vezes que vejo «ser omitido» que o contrário. A não ser que algo me esteja a escapar… Gostava igualmente de deixar aqui esta frase que me parece ambígua: «Pelo meio, a voz de I Will always Love You, teve problemas com a filha, Bobbi Kristina, de 15 anos, que alegadamente a terá tentado matar», in revista Maria. Quem tentou matar quem, a filha a mãe, ou esta a filha? Agradecida.
Milheiro / «Milleiro»
Vivo na Galiza e ando à procura das origens do meu nome. Escrevemos nós "Milleiro", mas tenho achado em Portugal e no Brasil várias pessoas com "Melheiro", "Milheiro" e "Milleiro". Gostaria de saber qual é o significado que têm estas palavras em português, se tiverem algum; também queria saber como dizem os portugueses "Milleiro", com a consoante palatal como se fosse "lh"? Já perguntei o mesmo no ano passado mas ninguém me tem respondido. Talvez agora... Muito obrigada.
O uso das palavras queixa e reclamação
As questões que apresento têm basicamente que ver com o mais correcto significado a atribuir às palavras queixa e reclamação, designadamente para efeito do seu emprego no contexto de um sítio Internet de um serviço público responsável por funções de autoridade do Estado. Afigura-se-me que a palavra queixa deva ser usada para significar as circunstâncias em que um particular, dirigindo-se ao órgão ou serviço da administração do Estado competente em razão da matéria ou facto em questão, se reporta às consequências na sua esfera privada resultantes da acção ou omissão de terceiro e demanda a correspondente intervenção da autoridade com poder jurisdicional para que actue em conformidade. Diferentemente, parece-me que a palavra reclamação deva ser empregada para significar as circunstâncias em que o também particular se dirige ao órgão ou serviço da administração do Estado competente em razão do foro, só que desta vez para exigir, reivindicar ou protestar em relação a uma acção ou omissão tida pela referida entidade no exercício dos poderes de autoridade em que está investida, a qual gerou impacto na esfera dos seus interesses privados. Eis, pois, o âmbito e teor das dúvidas que apresento.
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