«Colher/coletar/recolher dados»
Queria saber qual é o verbo correto para o seguinte caso: «colher dados», ou «coletar dados»? «Colheita de dados», ou «coleta de dados»?
Obrigada.
A origem da expressão «estar na berlinda»
Em português, temos a expressão «estar na berlinda» com sentido de «ser objeto de comentários, atenção ou curiosidade» ou «ver-se em evidência embaraçosa, por motivo não lisonjeiro», conforme Houaiss (2009). Mas não consigo explicar para meus alunos a origem da extensão de sentido metafórico dado a esta expressão. Vocês poderiam me ajudar?
O ser vivo que vive tanto na água como na terra
Queria saber que nome se dá ao ser vivo que se adapta a viver tanto na água como na terra.
Pneu suplente ou sobressalente?
Gostava de saber qual o termo a aplicar na seguinte situação: Mudar o pneu suplente; ou o pneu sobressalente, quando nos referimos a um pneu de reserva? Já encontrei as duas situações, podem-se usar ambas ou existe algum critério a aplicar? Obrigado e continuação do excelente serviço.
«Na data de» vs. «à data de»
Escrever «o fato aconteceu à data de 25 de abril» está correto?
O aumentativo de cama, bolsa e escada
Gostaria de saber o aumentativo de cama, bolsa e escada.
"...me dê notícias"
"Eu quero saber qual é a forma correta de escrever esta frase:
"Me der notícias" ou "Me dê noticias"?
Muito: quantificador e advérbio
Como é que posso distinguir um quantificador existencial de um advérbio de quantidade/grau? Por exemplo, o muito faz parte das duas classes?
Valores aspetuais imperfetivo, habitual e iterativo
Por vezes, tenho dificuldades em distinguir o valor aspetual imperfetivo, habitual e iterativo. Se me puderem ajudar, agradeço imenso. Assim, na expressão «Eles iam todos os dias ao cinema», o valor é habitual ou iterativo? E na frase «Quando era jovem, lia livros de aventuras», o valor é habitual ou imperfetivo?
Muito obrigada.
A identificação de uma frase nominal
Me deparei com a seguinte questão:
Assinale a única opção que apresenta uma frase nominal:
a) Ai, minha cabeça dói!
b) Dor de cabeça!
c) Ai, que dor de cabeça!
d) Ai, está doendo minha cabeça!
e) Finalmente minha cabeça parou de doer.
Gabarito: Letra b.
Bem, segundo o que eu entendo, uma frase, em primeiro lugar, tem de ter sentido completo, com ou sem verbo, ou seja, para ser frase basta atingir seu objetivo que é de estabelecer comunicação. Portanto, dependendo do contexto, uma única palavra poderá ser classificada ou não como frase.
Frase nominal é aquela que possui sentido completo, mas não possui verbo.Voltando à questão, eu descartaria de cara as opções A, D e E porque, além de serem frases, são também orações, ou seja, possuem pelo menos um verbo em sua construção.
Nas opções B e C não há um verbo, salvo se tiver algum elíptico que eu não esteja percebendo. Como a questão não apresenta um texto básico para que o candidato tenha uma ideia do contexto onde essas frases foram produzidas, eu marquei a letra C. Para minha surpresa, o gabarito foi a letra B. Não entendi!
Quando comparada as duas construções «Dor de cabeça!» e «Ai, que dor de cabeça!» e levando-se em consideração que não tenho um contexto para essas construções, entendo que não posso dizer que «Dor de cabeça» tenha sentido completo, pois pode ser que eu esteja vendo uma pessoa sofrendo com dor de cabeça e afirme isso para uma outra pessoa que esteja a meu lado ou posso eu responder a uma pessoa que estou com dor de cabeça, mas aqui eu precisaria de um contexto para dar sentido a essa construção «Dor de cabeça!».
Por outro lado, a construção «Ai, que dor de cabeça!» me parece de fato uma frase nominal. Um falante quando a expressa não há dúvidas para o seu interlocutor quem está sentindo dor de cabeça. Seria aqui o caso de ser uma oração, pois a locução verbal, «estou sentindo», estaria subentendida («Ai, que dor de cabeça estou sentindo!»)?
Poderiam me ajudar a esclarecer?
