«Trar-se-mo-á»: um caso de conjugação pronominal
Está certo dizer «trar-mo-se-á» (i.é. «haver-se-á de trazê-lo até mim»)?
Ou seria «trar-se-mo-á»?
Cheiíssimo
Tenho aprendido que, quanto ao superlativo relativo, os adjectivos que terminam em io recebem ii quando há consoante antes: serio-seriíssimo. Mas, no caso de cheio, deve ser, rigorosamente, "cheíssimo" e jamais "cheiíssimo", não?
Venho a / venho há
Na frase abaixo, escreve-se "venho a" ou "venho há"? "Venho ... muito acompanhando a vossa expansão em todo o território português..."
Antónimo de belo
Podem dar-me antónimo(s) da palavra «belo»?
Alimento: etimologia
Tenho uma dúvida, já procurei em vários dicionários e não encontrei a origem léxica da palavra alimento. Na enciclopédia Miradouro diz ser de origem latina, do termo alere, que significa alimentar. Porém quero ir mais adiante, no sentido de descobrir se tem relação entre as palavras alimento e "ali". Sou Nutricionista e estou produzindo textos de segurança alimentar que falam sobre acesso ao alimento, como fator determinante da fome, deformidade social. Neste sentido gostaria de subsidiar-me para inferir a analogia de que na palavra alimento já está contido o conceito de proximidade. Também se existe relação entre as palavras alimento e lamento, neste mesmo sentido se os adv. ali e lá são prefixos das suas correspondentes.
«O interessasse» vs. «lhe interessasse»
Tenho a seguinte dúvida:
Em A Cidade e as Serras (edição da Livros do Brasil), lê-se, na página 81: «o homem do século XIX nunca poderia saborear plenamente a "delícia de viver", ele não encontrava agora forma de vida, espiritual ou social, que o interessasse.»
A minha dúvida é sobre «o interessasse». Não seria mais correcto «lhe interessasse»?
Ou seriam ambos aceitáveis?
Demasiado / demasiadamente
Pode dizer-se demasiado em vez de demasiadamente?
A interjeição raisparta
Sempre conheci as expressões «raios te partam», «raios o partam», «raios me partam», «raios partam»1 isto e aquilo…
Mas nunca vi registado em nenhum dicionário, nem mesmo como uma corruptela, o vocábulo “raisparta”. No entanto, numa pesquisa que fiz no Google, este vocábulo aparece em barda2. Como poderemos classificá-lo?
Gostava de ter um esclarecimento e/ou uma opinião da vossa parte.
P. S.: Poderíamos incluir outra forma desta expressão que também se ouve: “raistaparta”.
1 No Ciberdúvidas, "Raios te partam".
2 “Raisparta” e “rais parta” – alguns exemplos respigados no Google:
• «O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora grafa — rais parta — «moto quatro» – Linguagista, 20/04/2014
• «As séries e os erros... raisparta!» – A Marquesa de Marvila, 24/05/2019
• «Emigrantes de volta: ″Raisparta, não se poderiam ter...» – Diário de Notícias, 02/08/2018
• «Nunca sei, rais parta os duplos particípios passados!» – a SARIP em WordPress, 26/07/2009
• «Rais parta esta gente que só está bem com o mal dos outros» – De repente já nos trinta, 30/12/2016
• «Dei um salto e sai-me este grande palavrão: "Raisparta!"» – ncultura, 12/04/2019
• «raispartam manhãs cinzentachuvosas como a de hoje» – Pensamentos Imperfeitos, 31/12/2003
• «O problema surge com os alunos (raisparta os bons alunos!)» – A Educação do meu Umbigo, 17/05/2011
• «Portúgal» (raisparta o acento do islandês).Viagem pelos nomes de Portugal» – Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, 25/06/2018 -
• «Rais'parta, se eu tivesse sabido mais cedo da partida A caminho do Sol...» – Quinta Emenda, 13/08/2018
• «Raisparta a wikipedia» – Associaçom Galega da Língua
• «E raisparta se o catraio não merece melhor sorte.» – A tasca do Silva, 30/12/2016
• «Raisparta o microfone que nunca funciona» – Simão, Escuta, 25/05/2012
• «Raisparta as segundas-feiras» – Caco de mimo, 31/01/2014
• «O "raios" já se usou, agora não tanto ainda assim é uma forma diminutiva de " RAIOS PARTAM" que soa a algo como " Rais' parta"» – 10 MITOS sobre portugueses e Portugal #419
Comummente e connosco
Gostaria de obter informações sobre as palavras comummente e connosco.
Pelo que sei e aprendi, a letra m só é usada antes das consoantes nos casos de serem p ou b. Se estou correcto, porque se escreve então comummente (comum + mente), e o m não passa a n e escreve-se "comunmente", como acontece com a palavra connosco (com + nosco), que, seguindo o critério da primeira, poderia ser "comnosco"?Creio que, de qualquer das formas, as palavras teriam um fonema igual.
Agradeço resposta cuidada.Obrigado.
Verbos locativos
É correcto usar-se a terminologia "verbo locativo" (Estou no Porto. Vim de Lisboa. Fiquei no Algarve)? Analisando sintacticamente a frase, de Lisboa faz ou não parte do predicado? Não encontro em gramática nenhuma a resposta, ou melhor, afirmam que estes complementos são acessórios e, na representação em árvore, não figuram como fazendo parte do predicado. Na minha opinião, e analisando as frases acima, aqueles complementos são pedidos pelo verbo, logo fazem parte do predicado. Obrigada pela atenção.
