Frase imperativa e polaridade
A frase «Para de comer as nossas alfaces!» é imperativa. Contudo, a dúvida surge na polaridade, uma vez que não tem as palavras-chave de uma frase negativa; daí considerarmos a frase com polaridade afirmativa. Contudo, o sentido da frase remete-nos para uma frase com polaridade negativa, pois se substituirmos pela palavra não estamos a negar: «Não comas mais as nossas alfaces!»
Qual o tipo de polaridade mais correto?
A expressão popular «arrotar postas de pescada»
Gostaria de saber qual a origem da tão comum expressão popular «mandar/atirar postas de pescada», no sentido de «mandar bitaites».
«Amanhã todos vocês trazem o seu livro»
Muito obrigado pela vossa resposta. Tomo boa nota dela. Permitam-me contudo que expresse mais uma interrogação sobre a mesma estrutura. Faço-o aqui, mas transponho este texto para o «Ciberdúvidas», e peço-vos muito o favor de me responderem esclarecendo-me mais. A flexão verbal em português, na sua forma corrente, mais actual e mais usada é, como todos bem sabemos, (por exemplo, no presente do indicativo de trazer): eu trago, tu trazes, ele traz, nós trazemos, vocês trazem, (vós trazeis, é uma forma de uso restrito, praticamente um regionalismo, de sabor arcaico), eles trazem. Portanto, coincidência formal entre a 2.ª e a 3.ª pessoa do plural. Sendo pois que essa forma da 2.ª p. pl. é a mais corrente e aceite, não deveria aceitar-se também, como norma, a sua adequação com o pronome possessivo da 2.ª p. pl.? «Amanhã vocês trazem todos os vossos livros» (em paralelo com «... os seus livros», aliás sujeito, em certas situações, a ambiguidades – seus de quem? Deles ou vossos?) Demais, se o c.o.d. "livros" estiver no singular, a situação piora, em termos de ambiguidade: «Amanhã vocês trazem todos o vosso livro». Mais claro do que: «... trazem todos o seu livro». Mais uma vez muito obrigado pela vossa atenção e apoio linguístico.
Prefabricado ou pré-fabricado
Qual é o termo correcto: pré-fabricado ou prefabricado, nomeadamente no sentido de «betão prefabricado».
O advérbio né (registo informal)
Entendo que "né" é um advérbio, resultado da contração da locução "não é", gostaria de saber. "Né" é um advérbio de dúvida? "Não é?" é uma locução adverbial ou verbal? "Né" é aceito na linguagem culta, é registrado?
Oração subordinada substantiva com função de sujeito
Tenho alguma dificuldade em definir o sujeito e o complemento directo em frases do tipo:
«É aconselhável que se faça a prevenção rodoviária.»
«É obrigatório que se respeitem os sinais de trânsito.»
«Que tu tenhas estudado deu muita alegria aos teus pais.»
Estas frases não possuem um sujeito definido. A minha primeira impressão é que, por exemplo, «que se faça a prevenção rodoviária» seja uma oração subordinada completiva com função de complemento directo, pois faço a pergunta simples: «O que é obrigatório? — Que se faça a prevenção rodoviária.» E assim nesta frase o sujeito é indeterminado.
Agradeço que me possam esclarecer estas dúvidas.
A expressão «mandar (alguém) abaixo de Braga»
Gostaria de saber a origem da expressão «ir abaixo de Braga».
Centilitro = cL
Disseram-me que, a partir de agora, a abreviatura das unidades como litro e quilograma são em letra maiúscula, ou seja, em vez de "cl" passa a escrever-se "cL", pois o litro (L) passa a ser representado com maiúscula. Como nada li sobre este assunto, gostaria de saber se esta informação está correcta. Obrigada.
Culassa
Queria saber se estas quatro palavras existem na língua portuguesa e, se existem, qual a forma correta de se escrever.
"Colaça", "culaça", "colassa", ou "culassa"?
É um termo técnico usado nas oficinas de automóveis e pelos mecânicos quando se referem à cabeça do um motor.
O meu muito obrigado.
Ainda o termo "islamista"
Leio no caderno "Actual" do "Expresso", em texto assinado por Francisco Belard (O Português e os mestres, de 18 de Março p.p.) comentando o livro Gente Famosa Continua a Dar Pontapés na Gramática – Manual de Erros e Correcções de Linguagem, de Lauro Portugal (Roma Editora), que o termo "islamista", apontado no livro em causa (e aqui no Ciberdúvida) como uma corruptela de "islamita" (muçulmano), afinal terá já um sentido diferente (FB não o diz, mas pressupõe-se que significaria "fundamentalista") sendo, portanto, palavra correctamente escrita.
Tem sentido esta tese?
