Carácter e caractere
Há alguns dias, coloquei uma dúvida que gostaria de ver esclarecida. Sou estudante de informática e, nos trabalhos que fazemos, empregamos a palavra "caracter" (sem acento) para nos referirmos a um certo símbolo. Também já vi alguns colegas utilizarem a palavra "caractere", com o mesmo significado. Sucede que, consultando os vossos arquivos, verifiquei que, em Portugal, se deve utilizar a palavra "carácter" (com acento) quer nos queiramos referir ao conceito de carácter-personalidade quer ao de carácter-símbolo. Por outro lado, na mesma resposta, éramos informados que o dicionário Houaiss já regista a palavra "caractere". Apesar desta vossa tomada de posição, o certo é que, cada vez com mais frequência, se utiliza a palavra "caracter" e, menos frequentemente, a palavra "caractere", naquele sentido de carácter-símbolo. A vossa resposta tem a data de 12/01/2000. Já passaram, portanto, quase cinco anos e, neste lapso de tempo, não se perdeu o hábito de escrevermos "caracter" e até mesmo "caractere". A minha pergunta é a seguinte: não será que esta prática, que vai contra os vossos ensinamentos, não acabará por se impor a nível linguístico e acaba por ser dicionarizada? Muito grato pela atenção dispensada. Obrigado.
A classe e a subclasse de e na frase «O cão e o gato dão-se bem»
Qual a classe ou subclasse de e, na frase «O cão e o gato dão-se bem»?
Ainda o termo "islamista"
Leio no caderno "Actual" do "Expresso", em texto assinado por Francisco Belard (O Português e os mestres, de 18 de Março p.p.) comentando o livro Gente Famosa Continua a Dar Pontapés na Gramática – Manual de Erros e Correcções de Linguagem, de Lauro Portugal (Roma Editora), que o termo "islamista", apontado no livro em causa (e aqui no Ciberdúvida) como uma corruptela de "islamita" (muçulmano), afinal terá já um sentido diferente (FB não o diz, mas pressupõe-se que significaria "fundamentalista") sendo, portanto, palavra correctamente escrita.
Tem sentido esta tese?
A atração pronominal numa frase com dois verbos pronominais
A minha pergunta pode ser simples, mas é para mim uma dor de cabeça, e já tentei, sem sucesso, pesquisar a resposta. É a seguinte:
Os atratores da próclise atraem todos os clíticos da frase, ou apenas o mais próximo? Exemplo, qual destas frases seria correta:
a) «Nunca se dignou a aproximar-se», ou b) «Nunca se dignou a se aproximar»?
Qual destas é a correta?
Desde já agradeço a vossa colaboração!
A regência do substantivo enviado
Da página 1 (5.ª coluna) do Público (edição de domingo, 24 Junho) pode ler-se: «Blair será enviado do Quarteto para o Médio Oriente.»
Dúvida: Não será «o enviado»? Não será uma designação (para uma incumbência)?
Não será «ao», em vez de «para», uma vez que se trata de nomeação temporária?
Pergunto.
Estrear-se/estrear
Gostaria de saber se está correcta a seguinte afirmação: «O filme X estreou-se nas salas de cinema portuguesas». Não será: «O filme X estreou (...)»? Na minha opinião não é a mesma coisa dizer «alguém estreou-se» (a fazer algo) e «o filme estreou-se». Obrigada pela atenção.
A origem da expressão «pedra angular»
Pergunta – de onde vem a expressão «pedra angular»?
Que significa?
Graus dos substantivos
Ajudo alunos canadianos/portugueses na aprendizagem da Língua Portuguesa. Gostaria de saber se existe alguma regra específica para a formação do grau dos substantivos (aumentativos e diminutivos). Como por exemplo: Botas – grau normal. Botinhas, botitas – grau diminuitivo. Botifarras – grau aumentativo. Será que poderemos dizer botões como grau aumentativo?
A locução interjectiva «eh lá!»
Qual é o significado da expressão «eh lá»? Obrigada.
A conjunção embora seguida de gerúndio
[A respeito da resposta 28 594], não seria melhor usar o conjuntivo/subjuntivo («Embora não seja»)?
