Modalidade apreciativa
No Dicionário Terminológico, no que respeita a modalidade, encontra-se a seguinte definição/explicação:
«Categoria gramatical que exprime a atitude do locutor face a um enunciado ou aos participantes do discurso. A modalidade permite expressar apreciações sobre o conteúdo de um enunciado (i) ou representar valores de probabilidade ou certeza (modalidade epistémica) (ii), ou de permissão ou obrigação (valor deôntico) (iii). A modalidade pode ser expressa de muitas formas diferentes: através da entoação, da variação no modo verbal, através de advérbios, de verbos modais (auxiliares como “dever”, poder”… ou principais com valor modal como “crer”, “pensar”, “obrigar”,…), etc.»
Por que razão já não aparece enunciado, explicitamente, o «valor apreciativo», conforme os restantes valores?
Aparece a indicação «expressar valores», aparecem exemplos, mas não a classificação. Será um lapso? Ou haverá outra razão que me escapa?
Obrigada.
Parceira / parceiro
Estou a traduzir uma obra de um autor americano na área da inteligência emocional, na sua aplicação ao casamento.
O autor emprega constantemente a palavra partner, companheiro, ou parceiro, e spouse, esposo, cônjuge. Em inglês isso não apresenta a menor dificuldade pois a palavra partner, your partner, aplica-se tanto ao leitor masculino como à leitora feminina.
No Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora - 6ª Edição - parceiro surge como substantivo masculino. Não aparece parceira.
Agradecia que me confirmassem se é correcto utilizar parceiro, mesmo quando nos referimos à esposa - "o seu parceiro" poderá assim ter um significado de o seu marido ou a sua esposa?
Em relação a cônjuge já será diferente, visto que a palavra tem dois géneros. Neste caso, "o seu cônjuge" refere-se ao marido e "a sua cônjuge" à esposa.
A grafia de óptimo e opção
No Brasil escreve-se "ótimo", sem o "p". Entretanto, escreve-se "opção", com o "p". Sendo ambos da mesma raiz, por que a diferença?
Metátese
O que é uma metátese?
As formas “chinchada” e “xinxada”
Xinxada ou chinchada? A propósito de falarmos no assalto às árvores de fruto, que praticávamos na infância, qual a grafia correcta para esta palavra? Existe mesmo, ou é só calão? Muito obrigada.
Sobre o verbo representar
O verbo representar é um verbo copulativo, ou transitivo?
A interface ou o interface?
Sou utilizador habitual de computadores e uma das (muitas) dúvidas que me ponho é uma tão simples como isto: deve-se dizer "o" interface ou "a" interface, e quais os vossos comentários à utilização da própria palavra "interface".
P.S. - Quanto às bichas... parece-me que se esqueceram de um pequeno detalhe, no Brasil (e também por cá) bicha é o homossexual efeminado, daí também a utilização da fila. E parabéns pela página, esperando que consigam levar o projecto em frente.
A origem da expressão «ir bugiar»
Qual a origem da expressão «vai bugiar»? Julgo que se trata de uma expressão popular (lembro-me de a ouvir na décadas de 50 e 60). Terá a ver com o forte do Bugio, ou com o exílio de Teixeira Gomes em Bougie? Agradecendo desde já a vossa resposta, as minhas palmas para quem faz o Ciberdúvidas.
Sobre o uso de «o de...» e de «a de...»
Enquanto estudava História, reparei numa frase curiosa que figurava no manual, mas que não sei se está de acordo com a sintaxe do português europeu. Transcrevo apenas o essencial:
«... confiscação de patentes, como o caso da da aspirina.»
Conforme se pode ver, esta ocorrência da contração da preposição é estranha, embora desconheça o grau de similitude com a seguinte reformulação:
«Confiscação de patentes, entre as quais a da aspirina.»
Se, com efeito, o primeiro segmento for agramatical, gostaria de saber por que motivo, então, se pode censurar a coocorrência da contração, mas não a de «...a (patente) da aspirina» (reformulação).
Obrigado.
«Quanto mais» vs. «quão mais»
Quero saber se se pode dizer arbitrariamente «quanto mais, melhor», e «quão mais, melhor», sendo que quão é usado antes de adjetivos e advérbios.
Podemos pensar em mais como um advérbio?
Esta pergunta vale tanto para quanto e quão como para tanto e tão.
Obrigado desde já pela vossa atenção.
