DÚVIDAS

Os adeptos do Sporting Clube de Braga
O que me leva a entrar em contacto com o Ciberdúvidas é a existência de uma dúvida que assola as pequenas células cinzentas que habitam na minha caixa craniana. Coisa simples, sem importância, mas que mesmo assim me deixa a maturar no assunto em questão. O “caso” é o seguinte: Existe o termo “portista” para o adepto do Futebol Clube do Porto. Da mesma maneira que existe o termo “sportinguista” para o adepto do Sporting Clube de Portugal, e “benfiquista” para o adepto do Sport Lisboa e Benfica. Continuando o rol de termos e designações no que se refere aos “maluquinhos” (eu incluído) do chuto na bola, temos também o adepto “boavisteiro” para o Boavista Futebol Clube, “nacionalista” para o Nacional da Madeira, etc. Onde eu quero chegar é ao facto de, por exemplo, “benfiquista” existir no dicionário como sendo a designação de um adepto do SL Benfica, mas nada descobrir sobre o termo “braguista” como sendo um adepto do Sporting Clube de  Braga. Será que o termo “braguista” existe? Se existe, por que razão não aparece? Na certeza de que a minha dúvida será desfeita, despeço-me com os melhores cumprimentos.
As expressões «tudo de bom», «tudo bom» e «tudo bem»
Ouve-se cada vez com maior frequência desejar a alguém «tudo de bom!». Como se vê, nem se trata de uma pergunta, pois nunca ouvi ninguém perguntar «tudo de bom?», mas de um desejo, habitualmente numa despedida ou como remate de uma conversa telefónica. A minha questão tem a ver com a inclusão da preposição de na frase. Não seria suficiente e correto dizer-se só «tudo bom!»...? E, já agora, pergunta-se: «tudo bom?» ou «tudo bem?»? Muito obrigado!
Orações subordinadas substantivas infinitivas seleccionadas por deixar
Gratas saudações pelo excelente serviço prestado. Esclareçam-me, por favor: considera-se que só existe oração subordinada substantiva infinitiva quando esta contém uma forma verbal no infinitivo pessoal (Ex.: «É bom respirares este ar.»). Como dividir e classificar, então, as orações presentes na primeira frase de uma carta que Eça de Queirós envia ao seu amigo Oliveira Martins: «Deixa-me primeiro dar-te algumas notícias minhas.»
O modo da irrealidade + «Dei-me conta de que»
Sou professora de História numa escola de ensino básico. Hoje, na aula de Estudo Acompanhado, os alunos pediram-me que os ajudasse a compreender os verbos. A certa altura, dei-me conta que a professora de Português lhes ensinara – de acordo com a gramática adoptada – que há quatro modos: Infinitivo; Indicativo; Conjuntivo e Imperativo. Eu, no liceu, aprendi que o Condicional também é modo. Consultei uma velha gramática na biblioteca da escola que confirmou o que eu pensava que sabia, mas... chegada a casa, abri a gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra onde se afirma, peremptoriamente, que "Há três modos em português: o indicativo, o conjuntivo e o imperativo". Estou sem saber o que pensar e agradeço, desde já, a vossa ajuda. Obrigada. P.S. – Já agora, deve dizer-se: "dei-me conta que" ou "dei-me conta de que"?
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