Biliões, triliões, etc.
Quando me iniciei na matemática eram as coisas lineares. Havia as ordens das unidades, das dezenas e das centenas, que, por sua vez, eram a base das classes: as unidades, os milhares, os milhões, os biliões, os triliões e os quatriliões. E por aqui se ficava a tabuada da época.
Hoje, a seguir aos milhões, diz-se milhares de milhões e só depois aparecem os biliões, subvertendo aquela anterior ordenação quiçá mais natural e seguramente mais perceptível.
Como e quando foi introduzido este conceito na língua portuguesa (ao lado da Inglaterra do milliard e da Alemanha, por exemplo) e o que é que o justifica? Que norma é esta que desalinhou Portugal de outros países que mantêm uma lógica linear (milhões - bi - tri - quatr.)?
E já agora o que é que se segue hoje aos biliões? Os milhares de biliões?! E a seguir? E onde é que param agora os triliões e os quatriliões no meio disto tudo? Biliões de biliões de agradecimentos pelo esclarecimento.
Os tempos e os modos verbais (ensino básico)
Que tempos e modos verbais existem e quais se ensinam atualmente? A maioria das gramáticas não contempla tempos como o futuro do pretérito do indicativo (optando pela designação de modo condicional, tempo presente).
Sinteticamente, o que se deve ensinar aos alunos? No teste intermédio de Língua Portuguesa realizado na semana passada, pedia-se que o aluno conjugasse um verbo no mais-que-perfeito do conjuntivo, mas os alunos conhecem apenas os tempos presente, pretérito imperfeito e futuro deste modo.
Li alguns artigos aqui publicados, mas nenhum me pareceu explícito de forma direta e simples relativamente aos tempos e modos que devemos considerar, ainda que eu retenha a ideia de que naquilo em que a TLEBS for omissa se deve considerar as terminologias anteriormente adotadas. Assim, devo considerar a pág. 472 de Cunha e Cintra e ensinar mais do aqueles três tempos?
«Ordem de trabalhos»
Quando se prepara uma reunião, na convocatória menciona-se a «ordem de trabalho», discriminando os vários pontos que a constituem, ou será «ordem de trabalhos», uma vez que é constituída por vários pontos?
Obrigada pela disponibilidade.
Os significados de estádio
A palavra estádio é usualmente utilizada para referir-se às praças esportivas. Ocorre que aprendi na faculdade que corresponderia a uma das fases do desenvolvimento de determinados insetos.
Pergunto: estádio é fase, ou é praça esportiva, como usado normalmente? Será que o uso do vocábulo, ainda que incorreto, distorceu permanentemente o seu significado?
«Puxar pelos/dos galões»
Deve dizer-se «puxar dos galões», ou «puxar dos galardões»? Em termos de sentido, parecem-me ambos bem. Mas existe algum impedimento de usar qualquer um dos dois?
Muito obrigada!
Exemplos de hipálage em Os Maias
Gostava de saber se estes são exemplos de hipálages (exemplos do Cap. I de Os Maias): «uma tímida fila de janelinhas», «fresco nome de vivenda», «paz dormente de bairro», «onde já desmaiavam as rosas das grinaldas».
Obrigado.
Primo direito
Qual é a forma correcta: primo direito ou primo directo?
Selvajaria e selvageria
Diz-se mais "selvageria", ou "selvajaria"?
Obrigada.
O cortador de cana chama-se...
Quem trabalha como cortador de cana é: – canavieiro? ou – lavrador?
Os neologismos amortal e amortalidade
Em inglês, amortal («negação da morte») significa aquele cuja vida durará para sempre (do ponto de vista estritamente biológico e através da manipulação fisiológica), desde que não seja vítima de um traumatismo fatal. Estes neologismos surgem na língua inglesa ao longo da última década em resultado dos avanços ocorridos nas áreas da medicina e da biotecnologia. Atendendo ao valor semântico do prefixo (a-: privação/negação), usado na formação destes termos ingleses, seria aceitável traduzi-los por "amortal" e "amortalidade"?
