DÚVIDAS

A pronúncia de es- e ex- + consoante
Conheço bem as diferentes realizações do prefixo ex- em Portugal, que dependem do som posterior (vogal, consoante surda ou sonora) e também da região (centro-setentrional/resto do país). Quanto ao Brasil, encontrei algumas informações contraditórias. Parece que êx-/ex- seguido de vogal é pronunciado normalmente [éz]/[ez] (êxito/exótico) (sem ditongo à diferença de Portugal). Quando seguido de consoante surda, pronuncia-se [és]/[es] (êxtase/expor), embora em posição átona se admita também a pronúncia [is] (expor). Pelos vistos no Brasil não se produz a ditongação na pronúncia deste prefixo. É assim em todos os casos? Qual seria no Brasil a realização padrão de ex- seguido de consoante sonora em palavras como ex-ministro? Seria [ez]/[iz]? Se for assim, não existe no Brasil, como em Portugal — estou a pensar sobretudo no Rio de Janeiro —, a realização com palatal surda (como o "ch" de chama) ou sonora (como o "j") para ex-/êx- quando seguido de consoante surda ou sonora, respectivamente? Obrigadíssimo pela vossa resposta e os meus parabéns pela web.
Os dois sentidos de nem… nem
No meu local de trabalho surgiu uma dúvida; teremos uma festa de fim de ano e eu fiz o seguinte comentário: "Nem João e nem Claudio vai à festa". Houve por parte de todos uma represália à minha pessoa dizendo que minha expressão estava errada e que deveria ser: "Nem João e nem Claudio vão à festa". Eu fiquei em dúvida porque eu criei duas condições, nem João e nem Claudio, sendo assim eu poderia ter dito: "Nem João vai e nem Claudio vai à festa". Qual das duas expressões está correta? Muito obrigado pelo espaço e aguardo resposta.
«Pagar o pato»
Tenho particular interesse em conhecer a origem da expressão «pagar o pato» com sentido de «sofrer as consequências de atos praticados por outra pessoa» ou «pagar as despesas feitas por outra pessoa». Uns dizem que a palavra pato que aparece na expressão designa literalmente a ave aquática; outros estudiosos, porém, veem na palavra uma simplificação, por síncope, da palavra pacto. Afinal, qual a origem desta expressão?
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