Desvios-padrões
Qual é o plural correcto? – desvios-padrão? – desvios-padrões?
Aquando de
Deve-se escrever de que forma:
-aquando da aplicação dos métodos de selecção?ou -a quando da aplicação dos métodos de selecção.
Privado / privativo
Qual a diferença entre privado e privativo?
Será correcto o uso indiscriminado de ambas as formas?
Muito obrigado pela V/ atenção.
Bolçar / bolsar
No sentido de regurgitar comida, o bebé bolsa ou bolça?
Baptismo e baptizado
Uma pequena dúvida: qual é exactamente a diferença entre os termos baptismo e baptizado. Suponho que baptismo se refere ao acto sacramental em si (ou à cerimónia?). Estou correcta ao supor que baptizado se refere a todas as cerimónias ligadas ao baptismo?
A sintaxe do verbo proceder
Como se dá a regência do verbo «proceder»?
Números ordinais
Ordinal é, segundo penso saber, um número de ordem ou posição de um elemento num conjunto. Referimo-nos assim ao primeiro (1.º), vigésimo sétimo (27.º), centésimo (100.º)... Pergunta: Como me refiro a números na ordem dos milhares ou da dezena de milhares, como por exemplo 14101.º ou 4444.º? Obrigado.
O uso do verbo levantar-se
Tenho dúvidas quanto ao uso do verbo levantar-se, visto o uso vulgar de expressões como «toca a levantar» (em lugar de «toca a levantar-se») e «são horas de levantar» (em lugar de «são horas de se levantar»).
Quais são as formas correctas para tais expressões?
Etimologia, homonímia e polissemia de banco
O vocábulo banco pode ter várias acepções em português. As mais comuns são as que designam uma peça de mobiliário e uma instituição financeira. Mas também temos «banco de urgências», «banco de sangue», «banco de dados». Talvez as duas últimas estejam próximas de banco como instituição financeira, na medida em que se trata, nos três casos, de locais onde se guardam depósitos. Mas como explicar que banco de sentar e banco de depositar tenham a mesma grafia? São palavras homónimas, ou trata-se de uma única palavra polissémica? Penso que uma resposta adequada dependeria de uma análise histórico-etimológica. Por outro lado, não fiquei convencido com uma explicação segundo a qual os antigos cambistas se sentavam em bancos na rua, pelo que a palavra se teria mantido quando passaram a operar dentro de portas. É um simplismo que deixa por explicar, por exemplo, a razão pela qual a palavra banco, na acepção de «instituição financeira», é comum a várias línguas.
Poderão fazer alguma luz sobre o assunto, em especial quanto à origem etimológica do(s) vocábulo(s) e à qualificação do caso como polissemia ou homonímia?
Antecipadamente grato!
Coesão lexical e coesão referencial
No excerto do texto
«A outra circunstância é altamente importante, e modifica radicalmente a maneira como Orpheu tem sido visto. Na verdade, após essa revista e outras igualmente efémeras (ou que não chegavam sequer à informação da grande imprensa e ao público em geral), o Modernismo foi longamente ofuscado pela continuidade literária anterior»
«Orpheu» e «essa revista» podem constituir um caso de coesão lexical por substituição, sendo «revista» um hiperónimo de «Orpheu»? Ou a presença do determinante demonstrativo «essa» inviabiliza esta hipótese. Se assim for, será um caso de coesão gramatical referencial por correferência? Se sim, porquê?
Muito agradeço, antecipadamente, a vossa resposta.
