O grau de ricaço
Em primeiro, quero parabenizar o serviço que prestam através deste site. É, sem dúvida, muito útil.
Gostaria de colocar a seguinte questão: na frase «Aquele homem é um ricaço», em que grau é que se encontra o adjectivo ricaço? Na minha óptica, ricaço corresponderá a «muito rico» e, portanto, poder-se-á considerar no grau superlativo absoluto analítico. No entanto, após uma consulta na Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Lindley Cintra e Celso Cunha, pude constatar que este grau (superlativo absoluto analítico) não é referido e, pelos exemplos que aponta, fiquei com a impressão que ricaço, na frase que indiquei, poderá ser considerado grau superlativo absoluto sintético.
Na esperança de ser brevemente elucidado, despeço-me reiterando os meus respeitosos cumprimentos.
A pronúncia de nascer e crescer
Eu nasci na Covilhã, mas fui para a Alemanha com quatro anos. Este verão, depois de 34 anos, decidi voltar para Portugal. Como cresci no estrangeiro, só aprendi o português com os meus pais, obviamente neste caso com o dialeto da Beira Baixa. Eu tenho tido dificuldades a adaptar-me ao dialecto lisboeta, e tenho amigos que gostam de se rir com a minha pronúncia de certas palavras. Uma diferença que eu não percebo é a pronúncia da palavra nasci ou cresci. Eu digo "nassi" ou "cressi", os lisboetas dizem "naschi" ou "creschi". Isso para mim não é lógico, porque só palavras com ch ou x deviam ser pronunciadas assim, correcto?
Gostava de lhes dizer que gosto muito da vossa página porque tem muitas informações interessantes.
Muito obrigada.
Testemunha abonatória
Qual o significado de «testemunha abonatória»?
Abreviatura de egrégio
Gostaria de saber qual a correta abreviatura da palavra "egrégio", usada diante do nome de um Tribunal. “E. Tribunal”, “e. Tribunal”, “Eg. Tribunal”, “eg. Tribunal” ou ainda outra? Muito obrigado.
Sobre regências
Em algumas frases ocorre a coordenação de verbos de regências diferentes – como os exemplos abaixo – parece-me eufônico e sintaticamente correto usar a preposição regida pelo verbo mais próximo. Nas duas primeiras frases, os verbos “incluir” e “excluir” regem as preposições “a” e “de”, respectivamente; nas duas últimas, os verbos “tirar” e “acrescentar” regem “de” e “a”.
1 – Use os botões para incluir e excluir campos do critério de ordenação. 2 – Use os botões para excluir e incluir campos ao critério de ordenação. 3 – A cerveja e o refrigerante são bebidas das quais não se pode tirar ou acrescentar açúcar. 4 – A cerveja e o refrigerante são bebidas aos quais não se pode acrescentar ou tirar açúcar.
As adequações sugeridas por alguns gramáticos – em situações como «Não me caso com quem não tenho confiança», «Não me caso com aquele em quem não tenho confiança» – jamais serviriam aos exemplos anteriores. Não encontrei explicação específica sobre isso nas boas gramáticas descritivas de nossa língua. Gostaria de saber a vossa opinião sobre o uso da preposição regida pelo verbo mais próximo; e se existem teorias sobre o assunto.
A ordem dos acentos gráficos e da cedilha nas entradas de dicionário
Que ordem é usada no dicionário para escrever palavras como: coco e cocó; caca e caça? Gostaria de saber que regras regem a ordem destas palavras, já que todos os dicionários as trazem colocadas pela mesma ordem.
Concílio / consílio, outra vez
Já me foi dada uma resposta com a qual concordei, a saber, concílio escreve-se com (c) e só anormalmente, ou seja no antigamente, com "s". Acontece porém, que nos manuais actuais do 9.º ano e não só, concílio surge com "s". Como se explica isto? Haverá algum paralelo entre esta questão e Concelho (com c) de Lisboa e Conselho (com s) de (pedagógico)? A vossa primeira resposta não foi clara, nem ao nível etimológico nem ao nível real. Assim, a pergunta: em português correcto, hoje, concílio é com um "c" de cão ou com um "s" de sapo? Obrigado.
O significado de galvanização e de galvânico
O que significa o termo galvanização? E o adjectivo galvânico? Penso tratar-se de um termo da área da química...
Obrigado!
Parágrafo único
Gostaria de saber porque se escreve em textos de lei "parágrafo único" obrigatoriamente por extenso, mas se escreve § 1.º, § 2.º, § 5.º, etc. utilizando o símbolo do parágrado, e não escrevendo a palavra "parágrafo" por extenso. Por algum motivo ou alguma regra que gostaria de saber, não se pode escrever § único, com o símbolo, nem parágrafo 1.º, com parágrafo por extenso, que está errado. Porque está errado? Que regra é esta? quem me ajuda? Obrigado!!!!
Cláudia
Há alguma razão para que o nome próprio Claudia seja acentuado com sinal gráfico no primeiro "a"? Se assim for perde-se o ditongo, mas, curiosamente, há ditongo na fonia, ou não há?
Obrigado.
