DÚVIDAS

Sobre a locução «por seu turno»
Na seguinte frase: «O juiz comunicou a decisão ao advogado, que, por seu turno, informou o seu cliente.» Será que esta frase não poderia ser escrita corretamente e com o mesmo sentido, sem utilizar a expressão «por seu turno»? A mim, a frase que se segue parece-me bem: «O juiz comunicou a decisão ao advogado, que informou o seu cliente.» Quando deve ser usada, e de forma obrigatória, esta expressão? Tenho dúvidas em identificar essas situações. Muito obrigado.
A sintaxe do verbo mandar
Primeiramente, quero enaltecer o excelente serviço prestado pelos consultores, que muito nos têm ajudado a esclarecer as dúvidas com que frequentemente nos deparamos no dia-a-dia ou no trabalho. Dito isso, vamos à dúvida: nos mandados que são distribuídos aos oficiais de justiça para serem cumpridos, consta o seguinte texto: «o MM. Juiz de Direito manda a qualquer Oficial de Justiça ao qual for este mandado apresentado que se dirija ao local, e proceda ao despejo.» Apesar de ter consultado as respostas anteriores, persiste a dúvida quanto à regência do verbo mandar. Contudo, darei alguns exemplos que creio serem aceitos, a saber: 1) «O MM. Juiz de Direito manda qualquer Oficial de Justiça ao qual for este mandado apresentado que se dirija ao local, e proceda ao despejo»; 2) «O MM. Juiz de Direito manda qualquer Oficial de Justiça ao qual for este mandado apresentado dirigir-se ao local, e proceder ao despejo»; 3) «O MM. Juiz de Direito manda que qualquer Oficial de Justiça, ao qual for este mandado apresentado, dirija-se ao local,e proceda ao despejo.» Em outros manuais vi que é possível utilizar o verbo mandar na acepção de ordenar tanto com o pronome o quanto com o lhe, assim: 1) «O MM. Juiz de Direito manda qualquer Oficial de Justiça cumprir o mandado»; 1a) «O MM. Juiz de Direito manda-o cumprir o mandado»; 1b) «O MM. Juiz de Direito manda-lhe cumprir o mandado.» Gostaria de saber se apenas nessa situação o verbo mandar rege o pronome lhe («Mandar a alguém cumprir alguma ordem»). Obrigado.
Sobre a ocorrência de crase
Primeiramente, parabenizo-os pelo ótimo trabalho realizado! Este site é realmente muito bom e tem-me ajudado muito! Peço, também, que me corrijam se cometi algum equívoco quanto à existência das regras citadas abaixo. Estive estudando a ocorrência da crase e percebi que diante da palavra casa, quando tem sentido de «lar» e quando não for especificada, não é admissível o uso do artigo a, não havendo assim a crase. Por exemplo: «Saí de casa cedo» (casa no sentido de «lar» — não admite artigo). «Fui à casa da Maria» (casa no sentido de «lar», mas especificada — admite o artigo). Também li que o pronome indefinido outro só admite crase quando determinar outro substantivo, subentendido ou não. Sobre essa regra tenho dúvida se é valida ou não. Por exemplo: «Saí desta praça e fui "a" outra» («outra praça qualquer» — não admite artigo). «Saí desta esquina e fui "à" outra» («a próxima esquina e não qualquer esquina» — admite artigo). Porém a minha dúvida surge com o uso da palavra casa e da palavra outra na mesma frase. Qual regra prevalecerá? «Há duas casas nesta rua. Eu saí desta casa e fui a outra casa.» Neste caso há duas regras aplicáveis: — ou não há artigo (não havendo a crase) porque casa tem sentido de «lar»; — ou há artigo (havendo a crase) porque outra indica a próxima casa e não uma casa qualquer. Se a regra do outro for válida, qual das duas regras eu devo aplicar? Muito obrigado!
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