Metáfora / alegoria
Dê exemplos do que pode ser, em nossa cultura, exemplo linguístico e não linguístico de metáfora ou alegoria.
Começar a / começar de
É possível a utilização da expressão «começar de» (com a preposição de) como alternativa à expressão «começar a» (com a preposição a)?
Há falta de melhor / à falta de melhor
Diz-se 'há falta de melhor' ou 'à falta de melhor'?
«Um dos que...»
Quando o pronome relativo for antecedido pela expressão "um dos que" o verbo fica no singular ou no plural?
Já encontrei gramáticas da língua portuguesa ( em Portugal) que afirmam que o verbo deverá ser conjugado no singular e recentemente, numa pesquisa na Internet, li, num “site” brasileiro, que tanto pode vir no singular como no plural. Gostaria de saber então como se diz correctamente.
À volta de gripar, engripar e engripado
[...] [T]enho um outro comentário a fazer [sobre a forma engripar]: [...] à forma "gripar" (com remissão no Houaiss a "grimpar") corresponde o étimo francês "gripper" (na acepção de mecânica), no entanto, o mesmo, bem como outros dicionários — o Priberam, por exemplo — apresentam o verbo gripar como produto de uma formação portuguesa (mesmo se a palavra primitiva tenha entrado na língua portuguesa através de um empréstimo ao francês grippe, atestado em português desde 1881), sendo constituído por gripe+ar, um derivado sufixal, portanto é homónimo do primeiro (por isso mesmo têm direito a entradas diferentes). A forma gripar na acepção de «provocar ou ficar com gripe» é atestada pelo menos desde 1942 e o seu particípio, grippado (sic), desde 1928, como nos informa o Houaiss.
Quanto a engripar, foi-lhe acrescentado o prefixo en- à forma já existente gripar (de gripe+ar e não de gripper), sendo por isso decomposto em: en-+ a base gripe +sufixo -ar, tendo, então todas as características para ser um derivado parassintético, embora me custe a compreender, pelas razões já anteriormente expostas e que conto com a vossa magistral ajuda para a sua resolução.
Ainda a propósito deste tema, teria uma outra pergunta (de resposta bem mais fácil, segundo creio).
Na vossa primeira explicação à minha questão, que remetia então a engripado, foi-me dito que este era "apenas" o particípio passado de engripar, e que engripar, esse sim, teria sido formado parassinteticamente. Mas, seguindo essa lógica de raciocínio, deveríamos responder também que engripar é o infinitivo impessoal. Ambos têm a marca da desinência do tempo verbal a que pertencem: engripado- ado, do lat.-atu, engripar - ar, do lat -are, forma do infinitivo dos verbos da primeira conjugação.
Por último gostava de vos pedir um conselho para uma obra de referência acerca das regências verbais e nominais que não fosse uma gramática.
Um grande bem-haja a toda a vossa equipa por todo o excelente trabalho que tem vindo a realizar.
Nós/a gente; vós/vocês
O que há de errado com as expressões "nós vamos" e "vós ides". Como se justifica que não se usem em vez das "a gente vai" e vocês vão". Será da moda ou é algo da língua portuguesa? Obrigado.
O acento agudo de cópias
Porque a palavra cópias tem acento?
Sobre a locução «por seu turno»
Na seguinte frase:
«O juiz comunicou a decisão ao advogado, que, por seu turno, informou o seu cliente.»
Será que esta frase não poderia ser escrita corretamente e com o mesmo sentido, sem utilizar a expressão «por seu turno»? A mim, a frase que se segue parece-me bem: «O juiz comunicou a decisão ao advogado, que informou o seu cliente.» Quando deve ser usada, e de forma obrigatória, esta expressão? Tenho dúvidas em identificar essas situações.
Muito obrigado.
A sintaxe do verbo mandar
Primeiramente, quero enaltecer o excelente serviço prestado pelos consultores, que muito nos têm ajudado a esclarecer as dúvidas com que frequentemente nos deparamos no dia-a-dia ou no trabalho.
Dito isso, vamos à dúvida: nos mandados que são distribuídos aos oficiais de justiça para serem cumpridos, consta o seguinte texto: «o MM. Juiz de Direito manda a qualquer Oficial de Justiça ao qual for este mandado apresentado que se dirija ao local, e proceda ao despejo.»
Apesar de ter consultado as respostas anteriores, persiste a dúvida quanto à regência do verbo mandar. Contudo, darei alguns exemplos que creio serem aceitos, a saber:
1) «O MM. Juiz de Direito manda qualquer Oficial de Justiça ao qual for este mandado apresentado que se dirija ao local, e proceda ao despejo»;
2) «O MM. Juiz de Direito manda qualquer Oficial de Justiça ao qual for este mandado apresentado dirigir-se ao local, e proceder ao despejo»;
3) «O MM. Juiz de Direito manda que qualquer Oficial de Justiça, ao qual for este mandado apresentado, dirija-se ao local,e proceda ao despejo.»
Em outros manuais vi que é possível utilizar o verbo mandar na acepção de ordenar tanto com o pronome o quanto com o lhe, assim:
1) «O MM. Juiz de Direito manda qualquer Oficial de Justiça cumprir o mandado»;
1a) «O MM. Juiz de Direito manda-o cumprir o mandado»;
1b) «O MM. Juiz de Direito manda-lhe cumprir o mandado.»
Gostaria de saber se apenas nessa situação o verbo mandar rege o pronome lhe («Mandar a alguém cumprir alguma ordem»).
Obrigado.
A regência do verbo incidir
Gostaria de saber se a seguinte frase está correcta: «A amostra é incidida por um feixe de energia electromagnética.» Caso não esteja («incidida por» não me soa muito bem), qual seria a forma correcta de o dizer?
Muito obrigada.
