Testes para distinguir o complemento do nome do modificador restritivo do nome
Que testes nos permitem ter a certeza se estamos perante um complemento do nome ou um modificador restritivo do nome?
Biopsia/biópsia
Biopsia, ou biópsia?
Plural de Estado-nação
O plural de Estado-Nação é Estados-Nação ou Estados-Nações?
Factores/fatores naturais e regionais
Gostaria de saber o que são fatores regionais e fatores naturais.
Sinceramente.
Recusar e o uso da preposição a antes do infinitivo
Quando há locuções verbais, e o principal aparece reflexivo, é obrigatório o uso da preposição a antes do infinitivo, ou essa pode ser omitida?
Ex.: «O meliante se recusou a acatar as ordens do policial.»
«O meliante se recusou acatar as ordens do policial.»
É possível a mesma construção sem o reflexivo?
Ex.: «O meliante recusou acatar as ordens do policial.»
Gostaria que me explicassem e desde já quero parabenizá-los pelo ótimo trabalho.
Exprimir/expressar
Os verbos exprimir e expressar são sinónimos? Caso contrário poder-me-iam explicar a diferença de uso?
Obrigada.
«No/em Chipre», «em Almada», «em Corroios»
Nos tempos do arcebispo Macário, as notícias diziam que «em Chipre etc. etc.». Agora os comentadores de futebol dizem que «no Chipre»...
Já agora, é «em Almada», ou «na Almada»; «em Corroios», ou «no Corroios», ou talvez «na Lisboa»?...
Gostava de saber que regra comanda o uso desta preposição nestas circunstâncias.
O aumentativo de caderno
Gostaria de saber o aumentativo de caderno.
O plural de cuscuz
Qual é o plural de cuscuz?
Grato.
Ainda a expressão «dar-se (a)o trabalho»
As expressões «dar-se o trabalho»/«dar-se ao trabalho», «dar-se o luxo»/«dar-se ao luxo», «dar-se o respeito»/«dar-se ao respeito» e outras análogas parecem ter o mesmo significado no português do Brasil, sendo, portanto, absolutamente equivalentes. A alternância parece ser apenas uma questão de estilo.
Exemplificando com as duas orações seguintes: «Joana deu-se o trabalho de arrumar a mesa para o almoço» e «Joana deu-se ao trabalho de arrumar a mesa para o almoço», podemos concluir que, na primeira, Joana deu a si o trabalho de arrumar a mesa para o almoço, arrumando-a. Na segunda, Joana entregou-se (deu-se) ao trabalhado de arrumar a mesa para o almoço, arrumando-a. Realmente, duas maneiras diferentes de se dizer a mesmíssima coisa.
Segundo a ilustre e erudita consultora Dona Eva Arim, do Ciberdúvidas, em resposta de 9 de outubro de 2006, a um meu patrício, «dar-se ao» tem no português europeu o sentido de «aceitar a realização de uma tarefa considerada fora do âmbito das suas atribuições por imperativos de rigor, qualidade...», ora, no português brasileiro, este sentido a mesma locução não dá à oração onde aparece. Somente significa que alguém se deu ou se entregou ou se dedicou a algo, sendo este algo da sua atribuição ou não. Tudo conforme o que está exposto no parágrafo anterior.
Como ficou claro, «dar-se ao» também é do português do Brasil e não somente do de Portugal, como afirmou a consultora supramencionada em sua resposta, aliás, entre nós, brasileiros, usa-se cada vez mais apenas «dar-se ao»; «dar-se o» está desaparecendo.
Feitos estes esclarecimentos, gostaria de indagar se a locução «dar-se a», embora semanticamente equivalente a «dar-se ao», não seria a mais antiga e a mais correta na nossa língua, como li em alguns textos sobre o assunto. Esta parece ser, há séculos, a forma tradicional abonada pelos gramáticos e dicionaristas e usada pelos bons escritores do nosso idioma. «Dar-se ao» já seria uma inovação, algo bem mais recente, sem tradição em nossa língua; apesar de tudo não faltam gramáticos e dicionaristas modernos que consideram as duas corretas, abonando, portanto, a segunda forma, mas estas autoridades do português modernas vão abonando tudo a torto e a direito. Aceitam tudo.
A luz refulgente do mais brilhante e iluminador sítio da Web, por favor.
Muito obrigado.
