DÚVIDAS

As origens do Português e outras questões
   Sou um interessado pelas origens da língua portuguesa.   Agradeço a atenção dispensada para o esclarecimento de dúvidas de um pesquisador amador.   1. Qual a importância do estudo histórico do desenvolvimento do Império Romano para a compreensão de características existentes hoje na nossa língua?   2. Quais as diferenças entre os conceitos influências de substrato, influências de superstrato e influências de adstrato? O que há de político e o que há de lingüístico em cada um deles?   3. Quais os critérios para a divisão da România em três grandes blocos, Ocidental, Oriental e Intermediária?   4. O que entende-se por unidade e variabilidade na modalidade vulgar do latim?   5. Em que consiste o termo România?   6. Qual o conceito de Latim Cristão? Qual a relação existente entre os conceitos "unidade" e "variabilidade", quando postos diante do conceito de influência de substrato?   7. Quais os efeitos positivos e negativos do processo de romanização?   8. Quais os procedimentos dos métodos de trabalho (método histórico-comparativo, estudo das fontes escritas do latim vulgar, estudo comparado das línguas românicas e dialetologia) empregados desde o final do século passado na tentativa de estabelecer a familiaridade entre o latim e as línguas românicas?   9. Considerando ambas as possibilidades de realização da comunicação em língua latina (fala e escrita), qual foi o responsável pelos fatores de dialetação e qual foi o responsável pelos fatores de manutenção ou coesão do latim durante a sua existência?
Ainda o «ensino a (ou "à") distância»
Uma das maiores dificuldades dos Brasileiros de escrever é saber quando se põe "a" ou "à". Tal é a frustação, que já há um projeto de lei para eliminar a "crase" (isto todos sabem dizer...) Aprendem na escola imensos nomes gramaticais dificílimos (mais sofisticados do que os nossos) para além de regras infernais que fazem cair qualquer um num desespero! Mas na prática só os mais instruídos sabem aplicar com segurança (o problema é que se pronuncia da mesma forma). Sendo português (a viver no Brasil), e aplicando a velha tradição das nossas mães, digo-lhes «imaginem que a palavra que está à frente do "a/à" é masculina, se vocês usassem "o", então será "a"; se usassem "ao", então será "à"». As pessoas ficam delirantes e conseguem aplicar sem erro em quase todas as situações. Ao aplicar esta minha regra à expressão «ensino a/à distância», o correto seria escrever «Ensino à distância» (que é como todos os portugueses pronunciam na prática). De fato, diríamos «ensino ao longe» e nunca «ensino a longe". Sei que aqui é um pouco diferente, pois temos um advérbio substantivado...No entanto os dicionários têm consagrado (ver Porto Editora) como equivalente à expressão «ao longe» a expressão "à distância". Ninguém diria «vi-te a distância», mas, sim, «vi-te à distância». Aliás, a expressão «vi-te a distância» pode sugerir muitas mais coisas: «vi-te a distância (que procuravas...)», etc. Na minha opinião «ensino a distância» não está incorreto, pois não viola nenhuma regra gramatical, mas vai contra o uso corrente (que também está correto). Mais uma vez o capricho estético momentâneo de alguns eruditos foi por cima da lógica cristalina da linguagem do povo. Se um uso é correto (tem coerência interna), comum, antigo e tradicional, para quê mudar? Agora vou provar que o «povo tem razão», mostrar a sabedoria escondida do povo... Se «ensino a distância» está certo, então na forma verbal deveríamos dizer «Eu ensino a distância», «Tu ensinas a distância». Experimentem algum dia dizer isso e ouvirão: «Ensinas a distância de quê?». Se existem várias soluções para uma expressão, deve-se escolher, na minha opinião, aquela que é menos ambígua, pois o objetivo primário é comunicar, ou não é? Parabéns a todos por este sítio!
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