A diferença entre deixis, anáfora e catáfora
Gostaria de saber as diferenças entre os fenômenos da deixis, da anáfora, e da catáfora, pois sei que são distintos mas muito mesclam a deixis com os outros dois.
Intervindo: particípio passado de intervir
As minhas dúvidas têm o verbo intervir como tema:
1.ª pergunta: Como está correto dizer: «Eu tenho intervido em vários negócios», ou será «Eu tenho intervindo em vários negócios»?
2.ª pergunta: «Eu venho intervindo em vários negócios», ou o correto será «Eu venho intervido em vários negócios»?
Contraproposta e contrapropor
"Contra proposta" é escrita com hífen, sem hífen ou junto? Assim como "contra propôs", como se escreve?
Há que, de novo
Não fiquei esclarecida com a resposta de 6/07/01 ("Há que"), pois o verbete do verbo haver no Aurélio diz:
haver 12. Haver meio de; ser possível: "E lá se vão [os bois]; não há mais contê-los ou alcançá-los." (Euclides da Cunha, Os Sertões, p. 128); "Não há entender mulheres, Sr. Aires Ruivo" (Tristão da Cunha, Histórias do Bem e do Mal, p. 79).
A etimologia de África
Gostaria de saber a etimologia da palavra África.
À última hora
É verdade que a expressão «à última da hora» está incorrecta?
A negativa de «Posso comê-lo»
Qual a forma mais adequada/correcta da negativa de «Posso comê-lo»? É «Não posso comê-lo», ou será «Não o posso comer»? Eu "simpatizo" mais com a 1.ª opção, mas tenho uma colega que insiste que só a 2.ª está correcta.
Concordo que, na forma negativa, o pronome deva ser anteposto ao verbo (Ex.: «Não o faço»; «não te lembres disso»; «não me molhes»; «não o encontro»). Porém, em caso de complexos verbais, como poder/querer e infinitivo («quero beber o sumo»; «posso ler o livro»), assim como ao substituir o complemento directo pelo pronome, ficando assim «Quero bebê-lo» e «Posso lê-lo», também me parece que na negativa deve ficar «Não posso lê-lo», em vez de «Não o posso ler», e «Não quero bebê-lo», em vez de «Não o quero beber». A anteposição do pronome é correcta e obrigatória em casos em que o núcleo do predicado é um só verbo, como nos primeiros exemplos que apresentei, todavia não considero que o pronome deva estar anteposto quando o núcleo do predicado é composto por mais que um verbo.
Novamente pé-de-moleque e «pé de moleque»
Após a promulgação do Acordo Ortográfico (2008), no Brasil e nos países lusófonos, observei, quanto à palavra pé de moleque, agora, grafada sem hífen, o seguinte:
(1) A palavra pé de moleque, sem hífen, portanto, seguindo as prescrições da base XVI do Acordo Ortográfico (1990), lematizada como entrada (lema) na página 964 do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa [Como a nova ortografia da língua portuguesa] (2.ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional 2008).
(2) A palavra pé de moleque, sem hífen, portanto, seguindo as bases do Acordo Ortográfico, lematizada como subentrada na página 1453 do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa [Com a nova ortografia da língua portuguesa] (Rio de Janeiro: Instituto Houaiss de Lexicografia/Objetiva, 2009). Vale lembrar que como subentrada é classificada como locução e não substantivo masculino ou palavra composta.
(3) Na página 631 do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) [da Academia Brasileira de Letras, ABL], pé de moleque aparece sem hífen, com status de entrada, seguindo, também, as bases do Acordo Ortográfico e classificada como substantivo masculino.
As duas ocorrências, no meu entendimento, tais implicações importantes para a lexicografia e análise linguística da unidade léxica pé de moleque: a) como entrada, deve ser, morfologicamente, classificada como substantivo composto e b) como subentrada, deve ser, morfologicamente, classificada como locução nominal.
Quem tem a palavra final: O Instituto Houaiss, ou a ABL? Como trata da questão no âmbito do ensino de gramática na escola?
O significado do nome Miriam
Qual é o significado do nome Miriam?
Sobre a pontuação
Apesar de criado bilingue, frequentei apenas a escola primária e secundária do ensino alemão. Aí aprendi as regras de pontuação, perfeitamente definidas por regras gramaticais. Ao ser confrontado com a língua Portuguesa, apercebo-me, contudo, que os textos não apresentam, muitas vezes, uma lógica, no que diz respeito a pontuação. Dizem-me os "entendidos", que as vírgulas servem apenas para obrigar o leitor a fazer uma pequena pausa... Será verdade? As vírgulas, no Português, não servem para separar frases encaixadas, listagens de adjectivos, etc.?
