DÚVIDAS

A expressão «em mão(s)»
No livro Não erre mais, de Luiz Antônio Sacconi, o autor afirma que a expressão «em mãos» não está conforme a norma culta, o correto seria «em mão», da forma como acontece em andar «a pé». Além de esta última ser precedida de preposição, o que se nos apresenta diferente da expressão «em mão», não consegui fundamentos referentes à afirmação do autor, que é um dos mais gabaritados aqui no Brasil. Alguém saberia me dizer qual o fundamento para afirmar que uma expressão está errada ou que a outra está certa? Da própria obra, não consta. Novamente, muito obrigado. O atendimento do Ciberduvidas é excelente. Reitero os elogios.
Modificador e complemento oblíquo
Em formações diversas sobre o Dicionário Terminológico foram-me facultados alguns documentos. Num deles consta o seguinte exemplo: «O aluno pousou o livro na estante.» Consideram que «na estante» é um modificador. Noutro documento consta o exemplo: «Pousa a chávena na mesa», considerando «na mesa» um complemento oblíquo. A dúvida é se o verbo pousar (em) selecciona um complemento oblíquo.
Novo acordo. Duplas grafias, facto, factor, etc.
Acompanhando a polémica sobre o novo acordo ortográfico com bastante interesse (e com opiniões divididas sobre alguns aspectos do mesmo) gostaria de esclarecer uma dúvida sobre a questão da dupla grafia de várias palavras. Segundo o que tenho lido (e consultado, p. ex., no dicionário da Texto Editora), a grafia de palavras como facto passará a depender única e exclusivamente da sua pronúncia. Se se pronunciar o 'c', escrever-se-á 'facto' (caso de Portugal); se não se pronunciar, escrever-se-á 'fato' (caso do Brasil). Todavia, existem palavras da mesma família de facto, como factor, factorização, etc., cujo 'c' não se pronuncia em Portugal. A minha dúvida é esta: por uma questão de coerência, considero que deveria escrever todas esssas palavras da mesma família com o 'c', mesmo quando este não fosse pronunciado. Poderei fazer isso, ou o critério fonético será o obrigatório? É de se notar que todas as palavras supracitadas admitem dupla grafia, embora não tenha ficado muito claro até agora se a dupla grafia se pode utilizar no mesmo país, ou se servirá apenas para distinguir como se escreverão as palavras pronunciadas de forma diferente em Portugal e no Brasil.
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