Egipto e Egito, novamente
Sei que não é a primeira vez que esta dúvida é exposta, mas, perante o que li aqui e noutros sítios, gostaria de ver esclarecido o seguinte: Se em Portugal a maioria das pessoas pronuncia "Egipto" (digo a maioria porque tenho perguntado às pessoas com quem me cruzo como pronunciam a palavra), por que razão nos pedem para escrever "Egito"? Tive oportunidade de ter uma cadeira de Introdução à Linguística, matéria que sempre me apaixonou, e não me faz qualquer sentido que seja a escrita a influenciar uma língua, quando é o contrário que tem vindo a acontecer desde que os povos começaram a comunicar. Ainda acreditei que se tratasse de uma má interpretação do Acordo Ortográfico, como acontece frequentemente com a palavra facto ou contacto, mas pelos vistos não é o caso. Não sou purista da língua e concordo com muitas das novas regras. Esta choca-me.
Obrigada pelos vossos esclarecimentos, que são sempre muito úteis, e por continuarem a defender este nosso património.
As características das línguas naturais
Eu gostava de saber como se caracterizam: as línguas naturais (português, inglês, francês, espanhol, etc.) e a aquisição versus aprendizagem de uma língua.
Isto, a propósito do tema da especificidade da comunicação humana.
Obrigada.
Orações intercaladas
Poderia ajudar-nos, esclarecendo a seguinte dúvida: a que se chama "oração intercalada"?
Gratas pela sua resposta.
A sílaba tónica das palavras àquele e àquela
Palavras esdrúxulas ou graves? Como deverei classificar as palavras àquele ou àquela, tendo em conta a sílaba tónica? Apesar de serem palavras acentuadas na antepenúltima sílaba, intuitivamente, parecem-me palavras graves.
Grata pela atenção.
Acentuação gráfica na mesóclise verbal
Estou com uma dúvida: se está correta a acentuação de «criá-la-á». Caso esteja, qual a justificativa ou regra? Grata.
A grafia de «mão de obra»
Como escrever corretamente o vocábulo que antes do Acordo Ortográfico de 1990 se grafava mão-de-obra? Uma consulta às fontes que tenho à disposição revela divergência. O Dicionário Priberam e o Ciberdúvidas acolhem apenas mão-de-obra. O dicionário Aulete, o Vocabulário Ortográfico Português e o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa acolhem apenas «mão de obra». Como proceder?
Sobre predicativo do sujeito
Gostaria de ver esclarecida a seguinte dúvida: Qual a razão de, na frase «O João está ali», ali desempenhar a função sintática de predicativo de sujeito?
«Família tipográfica», «tipo de letra» e «fonte tipográfica»
A vossa pergunta/resposta intitulada «"Font" = tipo, carácter, cunho, símbolo» leva-me a apresentar as notas que se seguem, recolhidas de várias fontes oficiosas sobre a matéria e, simultaneamente, perguntar se a informação apresentada estará realmente correcta. Grato pela atenção.
TIPO (DE LETRA) = Conjunto unificado de caracteres (alfabéticos, numerais e marcas de pontuação) cujos desenhos e traçados distintivos [TYPEFACE]) partilham as mesmas características, exibindo propriedades visuais semelhantes e consistentes.
Ex.: Times New Roman
FONTE = Variante de um TIPO (DE LETRA) cujos caracteres têm um determinado estilo (que pode compreender variantes serifadas ou não serifadas), corpo (tamanho) e forma (espessura, largura e inclinação).
Ex.: Times New Roman Bold Italic Corpo 14
O termo FONTE é geralmente confundido com TIPO. Tradicionalmente, em tipografia, uma FONTE refere-se geralmente a um TIPO (ou Família Tipográfica) de um dado tamanho. Um TIPO é um conjunto de desenhos correspondentes aos caracteres específicos de cada linguagem. Compreende os caracteres alfabéticos, numerais, marcas de pontuação e outros ideogramas ou símbolos relativos à linguagem em questão desenhados segundo um conjunto de características ou estilo. A Família Tipográfica compreende as variações do desenho do TIPO em peso, amplitude, orientação ou estilo (p. ex.: Itálico, Negrito, ambos). Tradicionalmente, uma FONTE (do inglês font, ou fount), compreende o conjunto de características que definem a identidade relativas ao seu desenho, abraçando todas as variantes do TIPO e/ou da Família. Assim pode compreender uma série de variantes serifadas e não serifadas como o caso da Stone de Robert Slimbach, ou da Rotis de Otl Aicher. Actualmente, FONTE refere-se ao ficheiro digital onde estão definidos os desenhos dos TIPOS através de linguagens como Post Script, ou True Type (p. ex.) e ainda podem conter dados específicos como as métricas a utilizar (espaçamento e kerning*, caracteres compostos ou tabelas de substituição). Por isso um designer de tipos (type designer), responsável pelo desenvolvimento do desenho, pode não ser a mesma pessoa ou desempenhar o mesmo papel que um Font Developer responsável pela tradução das instruções do desenho para um ficheiro digital.
* KERNING é o acto de determinar uma medida para aproximação ou afastamento de pares específicos de caracteres numa fonte. O mesmo que compensação.
Espaçamento ou espacejamento [SPACING] é a quantidade de espaço em branco entre letras, palavras, ou linhas de um texto. O espaçamento entre letras é normalmente determinado pela largura dos caracteres de uma fonte e, em tipografia digital, também por seus pares de KERNING. O espaçamento entre palavras é normalmente determinado pelo uso de claros ou material branco na composição com tipos móveis e, na tipografia digital, pelo uso dos caracteres de espaço. Na composição com tipos móveis, o espaçamento mínimo entre linhas consecutivas de um texto é determinado pela altura dos tipos e pode ser modificado pelo uso de lâminas de material branco chamadas entrelinhas. Na tipografia digital, o espaçamento padrão entre linhas é predeterminado pelo arquivo de fonte, mas a entrelinha pode ser modificada em programas de manipulação de texto.
Em baixo, em cima
Sempre li "em baixo de". Há alguns anos tenho visto (aqui no Brasil) escrito "embaixo de", o que se me afigura errado. O que me dizem?
Com vista a
Aqui no Brasil costuma-se escrever "com vistas a", mas o gramático Napoleão Mendes de Almeida defende "com vistas em"; que pensam a respeito?
