DÚVIDAS

O uso contrastivo do advérbio
No período «O transporte é público, já o corpo da mulher não», a palavra pode ser considerada uma conjunção? Observo que ela acrescenta, de alguma forma, uma ideia de oposição, como se fosse uma conjunção coordenativa adversativa. No entanto, não consegui encontrar nenhuma gramática que a classificasse dessa maneira. Existe uma lacuna nos manuais ou essa classificação de fato não é possível? "seria, então, um advérbio? Que circunstância indicaria? E que diferença de sentido existiria entre o uso dessa palavra e de mas, por exemplo? Pergunto ainda se a pontuação da frase em análise está adequada. Obrigado.
Euro, euros / cêntimo, cêntimos, novamente
Gostaria que me tirassem a seguinte dúvida: Será que na Língua Portuguesa, ao contrário dos demais países da UE, existe uma excepção para que o euro possa ser pronunciado no plural, quando se tratar de somas superiores a um euro? A observação vem como consequência de dois particulares: 1 – Enquanto estudante em Roma, notei que aquando da publicitação da entrada da moeda única na UE, as autoridades italianas tiveram o cuidado de observar com particular insistência que o euro nunca deveria ser pronunciado no plural. Que o euro deve ser pronunciado no singular, independentemente de se tratar de uma ou milhões de unidades. Não especificaram no entanto que o facto seria uma excepção para a língua italiana. Mesmo assim, se se verificasse um plural da moeda única, isso provocaria uma grande confusão nas pronúncias, pelas lógicas diferenças de ortografia das várias línguas dos países que formam a UE. Por ex., euri em italiano, euros em português e espanhol e não sei como é que seriam em francês, inglês, grego, alemão etc. 2 – Se notarem bem, o euro, em notas (moeda em papel ), traz grafado o valor numérico (5 – 10 – 20 – 50 etc.) anexado à respectiva quantia por extenso, com ortografia em singular. O mesmo já não acontece com o dólar, que traz por extenso ortografia em plural para valores superiores à unidade. Nota: O cúmulo de tudo isso, foram os próprios jornalistas portugueses, principalmente os da televisão, que ao anunciarem a entrada em vigor da moeda única, recitavam cenas de cidadãos comuns nas compras, onde eles próprios pronunciavam euros, e não euro, conforme a minha dúvida. O pior de tudo é que diziam 60 cêntimos de euros! Provocando consequentemente que milhões de telespectadores simultâneos, portugueses e não só, incorram por simpatia num gravíssimo erro de concordância, já que o cêntimo é de uma unidade e não de várias unidades. Obs.: Se, porventura, estiver errado, retiro muito humildemente as minhas censuras e peço as devidas desculpas. Afinal de contas, «O saber não ocupa lugar», e por conseguinte aprende-se todos os dias. Muito obrigado.
Domicílio profissional
Os Estatutos da Ordem profissional a que pertenço referem que o processo de inscrição se faz num determinado Conselho Regional em função do “domicílio profissional”. Ora como o domicílio se refere exclusivamente ao local de residência parece querer significar que o factor determinante será a residência utilizada quando em trabalho (estariam excluídas as residências de férias por exemplo). Será assim? Por outro lado não é menos verdade que o local de residência coincida com o de desenvolvimento da actividade profissional e por isso a referência poderia pretender significar a de endereço profissional. Será possível que “domicílio” tenha esse sentido?
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