Fazer causativo e orações de infinitivo
Na frase apresentada, perguntava se a mesma é aceitável.
«Os livros fazem perceberMOS a nossa cultura.»
Não se deveria ter optado pelo infinitivo impessoal («fazem perceber...»)?
Aproveito ainda para perguntar se a reformulação não poderia ficar nestes termos: «Os livros fazem-NOS PERCEBER a nossa cultura»?
Obrigado.
Posição do possessivo: «criação minha» x «minha criação»
1) Isto aqui é criação minha.
2) Isto aqui é minha criação.
Quero saber se, no entendimento de vocês, faz diferença o lugar em que se coloca o possessivo meu. E, se puderem, justifiquem, por favor.
Creio que, no primeiro caso, haja a indicação de que seja (apenas) uma criação e bem possível de ter outra(s) criação(ões).
E que, no segundo caso, haja bem maior chance de ser só uma (aquela) criação na totalidade.
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
A expressão «passar no exame»
«Quase todos os camaradas da sua classe passaram o exame na escola Morais, em...»
«Passaram o exame» ou «passaram no exame»?
Emendar e substituir
Gostaria de saber qual o grau de correção das seguintes frases:
«Ele emendou "cada" para "casa"»;
«Ele emendou "cada" em "casa"»;
«Ele emendou "cada" com "casa"».
Muito obrigado!
Cossolicitante
Gostaria de saber se existe na língua portuguesa a palavra "cossolicitante". No caso de existir, é correta essa grafia?
Muito obrigada.
Complemento do nome: «viagem de avião»
Na frase «Nas últimas férias, fiz a minha primeira viagem de avião», devo considerar «de avião» complemento do nome ou complemento oblíquo, uma vez que o verbo "fazer", neste contexto, é transitivo direto?
Concordância entre pessoa e herói
Na frase «São consideradas heróis as pessoas bondosas», a palavra heróis deveria concordar com pessoas?
Obrigado.
O adjetivo lombossagrado
Como se escreve: "lombo sagrado", "lombo-sagrado" ou "lombossagrado"?
Unção e ungir
Se existe o verbo ungir, por que motivo não existe "ungimento"?
Pergunto isto porque já consultei alguns dicionários e não pude encontrar nenhum que o tivesse grafado.
Agradeço qualquer esclarecimento que me possam dar.
«Estar diretor» x «ser diretor»
Ultimamente, tenho visto em textos a construção «estou diretor», em vez de «sou diretor», buscando exprimir que o cargo de diretor é transitório: hoje, ele "está" diretor, mas amanhã já poderá não "estar" mais (pode ser despedido).
Esse uso também procura demonstrar humildade do sujeito, como se a posição pudesse ser ocupada por qualquer um, que assim "estará" nela. Essa substituição do verbo ser pelo verbo estar é válida e correta?
Nessa situação, o verbo estar deve ser seguido por uma preposição específica ou pelo advérbio como (na função de preposição acidental, por exemplo, «estou como diretor»)?
Outra informação: no Houaiss, na acepção 1.2, o verbo ser é explicado como «[...] pred. ter ou apresentar-se em determinada condição ou situação, permanente ou temporária». Há alguma bibliografia que eu possa consultar para verificar a questão da diferença de usos dos verbos ser e estar nesse contexto?
