Pomar de macieiras
Temos em Português por exemplo laranja, laranjeira, laranjal; maçã, macieira e...? Não consigo encontrar em nenhum dicionário. Será maçanal? Macieiral?
Nesse/desse vs. naquele/daquele
Gostaria que me explicassem o uso dos demonstrativos nesse, neste e naquele em relação ao tempo. Seriam nesse e naquele referência ao passado e neste ao presente?
Nesse dia, eu estava doente.
Ela partiu a perna, naquele fim de semana.
Neste momento, eu não posso.
Ainda que a minha interpretação esteja correta, existe alguma diferença entre o nesse e naquele? Seria naquele para se referir a um passado mais longínquo? Essas mesmas interpretações de tempo servem para o desse, deste e daquele? Não consigo pensar em nenhuma frase que pudesse ter essa interpretação.
Caso esteja errada, poderiam dar-me alguns exemplos, por favor?
Agradeço a atenção dispensada.
Hífenes (Portugal) e hifens (também no Brasil)
Qual é o plural do sinal gráfico hífen: «hífens» ou «hífenes»?
Regras sobre o uso dos prefixos e do hífen
(antes e depois do Acordo Ortográfico)
(antes e depois do Acordo Ortográfico)
Considerados amigos do Ciberdúvidas,
Estou-lhes enviando a lista completa dos prefixos portugueses que, em palavras compostas, ligam-se pelo hífen ao segundo elemento iniciado por qualquer letra, sem ou com exceções. Procurarei elencar também essas últimas, segundo os registros de gramáticas e prontuários do nosso idioma.
Preciso da ajuda do Ciberdúvidas sobretudo para saber se as exceções para cada prefixo são apenas as enumeradas abaixo ou se existem outras. Necessito da lista completa das mesmas. Por favor, forneçam-ma. Careço também de saber se essas ressalvas diferem entre a ortografia do português brasileiro e a do português europeu, isto é, se em uma vertente da nossa língua há mais restrições do que na outra ao serem usados estes prefixos abaixo elencados sem o hífen. Por obséquio, também neste caso, dêem-me uma resposta completa.
Desejo também ser esclarecido se as exceções são apenas as construções vernáculas em que deveria normalmente entrar o hífen, mas este ficou de fora. Estas, aliás, parecem ser palavras surgidas em nossa língua antes das reformas ortográficas do século passado. Antes daquela época, ao que parece, usava-se pouco o hífen, daí o fato de esses vocábulos terem sido forjados sem o tracinho. Com o surgimento dessa profusão de hífenes, aliás, desnecessários na maioria dos casos, prefixos que antes não exigiam hífen para se unir a qualquer palavra, iniciada por qualquer letra, passaram a exigi-lo, porém os casos anteriores em que num vocábulo composto o prefixo uniu-se sem o hífen, esta palavra permaneceu inalterada, não recebendo com a reforma ortográfica, o traço-de-união, tornando-se então este vocábulo uma exceção. Exemplos: "pospasto", "prejulgar", "coestaduano", etc. Estas reservas, aliás, só fazem complicar a vida de quem escreve, de vestibulandos e de quem pretende entrar em um concurso público de provas e títulos. Imaginem a dificuldade que não é aprender tantas exceções.
Caso seja positiva a resposta ao questionamento do parágrafo anterior, então, devo concluir que palavras latinas, que vieram para o idioma português com prefixos, como, exemplificando, "prae", que em latim é usado sem hífen e sem acento, cujo aportuguesamento ficou "pre", também sem traço-de-união e sem acento, não devem ser contadas como exceções.
Exemplos: "prescrever", "prescrito", "preposição", "preservar", etc. Engano-me?
Aqui vai a lista:
01 – Os prefixos "grã-", "grão-", "pára-", "recém-", "vice-" e "vizo-", em palavras compostas, unem-se sempre pelo hífen a qualquer segundo elemento iniciado por qualquer letra, sem exceções. É assim tanto no Brasil como em Portugal.
02 – No Brasil, o prefixo "super-" une-se sempre pelo hífen a qualquer palavra, sem exceções. Em Portugal, une-se pelo hífen ao segundo elemento iniciado "r" e "h", como "hiper-", "inter-", "super-".
03 – Os prefixos "além-" e "aquém-" unem-se a todas as palavras pelo hífen, exceto em Alentejo, "alentejano" e "Aquentejo". É assim nos dois lados do Atlântico.
04 – O prefixo "bel-" une-se a todos os vocábulos pelo hífen, sem exceções, em todos os países lusoparlantes.
05 – O prefixo "bem-" une-se pelo tracinho a todo e qualquer elemento, salvo nos seguintes casos: "bempostano", "bendizente", "bendizer", "benfazejo", "benfazer", "Benfica", "benquerença", "benquerente", "benquistar", "benquisto"; "Benvindo(a)", nome de pessoa. O Aurélio consigna apenas "bem-fazer" para o português brasileiro. Em Portugal: "bem-fazer", "bem-querente", segundo o dicionário em linha da Porto Editora. Em Portugal, todavia, o prefixo "bem-" une-se pelo hífen apenas a palavra iniciada por vogal e "h", quando na pronúncia se ouve o ditongo "ei", tal como ocorre em "bem-amado".
06 – O prefixo "co-" une-se sempre pelo hífen, menos nos seguintes casos: "coabitação", "coabitar", "coadquirente", "coadquirir", "coatividade", "coeficiente", "coequação", "coessência", "coessencial", "coestadual", "coestaduano", "coexistir", "coirmão", "colateral", "colocutor", "cologaritmo", "coobrigar", "correlativo", "correligionário". O Aurélio, para o Brasil, registra apenas co-logaritmo, como, aliás, é em Portugal.
07 – O prefixo "ex-" liga-se pelo hífen a qualquer palavra. Reservas: "exabundância", "exerdar", "expatriar", "exsuar", "exsudar", "exsudato", "exsurgir".
08 – O prefixo "pós-" une-se por meio do traço-de-união a toda e qualquer palavra. Ressalvas: "poscefálico", "posfácio", "pospasto", "pospontar", "pospor".
09 – O prefixo "pré-" une-se por intermédio do tracinho a toda e qualquer palavra. Restrições: "preadaptar", "prealegar", "preanunciar", "precondição", "predeterminar", "predizer", "preeminente", "preestabelecer", "preestipulado", "preexistir", "prejulgar", "prenome", "pressupor".
10 – O prefixo "pró-" liga-se através do hífen a todos os vocábulos. Reservas: "procônsul", "procriar", "pronome", "propor", "prossecretário", "protórax".
11 – O prefixo "sem-" também sempre exige o hífen. Exceção: "sensabor".
12 – O prefixo "sota-" sempre exige o hífen. Ressalvas: "sotaproa", "sotaventar", "sotavento".
13 – O prefixo "soto-" outrossim sempre exige o hífen. Exceção: "sotopor".
Espero que o nosso querido Ciberdúvidas, que já resolveu casos muito mais intricados do que este, não se acovarde agora, antes dê ao mesmo uma resposta completa e magistral.
Muito obrigado por tudo.
A origem das palavras perdão e desculpa
Gostaria de saber o significado e a origem das palavras perdão e desculpa.
Obrigada.
O antónimo de frente
O antónimo de frente — qual é?
Obrigada.
Pronúncia de curriculum vitae, novamente
Minha dúvida na verdade é em relação ao latim.
No latim, a letra AE (Æ) tem a pronúncia apenas do E, como vemos no Aedes Aegypti, que tem a pronúncia de "Edes Egypti".
No entanto, estou acostumada a ouvir «Curriculum Vitae». Gostaria de saber se, nesse caso, a pronúncia está correta, já que está no final da palavra, e se há alguma regra para isso.
Obrigada.
O plural de licença-prêmio
Qual seria o plural da palavra licença-prêmio?
A subclasse do advérbio certamente
Gostaria que me esclarecessem em que circunstâncias a palavra certamente é advérbio de afirmação e não de frase.
Surgiu-me a dúvida na seguinte frase, «Dobra o papel com cuidado, certamente vais conseguir», que eu considero de frase, mas que outras pessoas consideram de afirmação.
Agradeço a atenção.
O significado de prístino
Li um texto em que se usou a expressão «local prístino» («Sebastião Salgado fotografa paisagens em áreas prístinas dos quatro cantos do mundo»), para indicar lugar remoto ou intocado. Em espanhol prístino tem (parece-me) esse sentido, mas os dicionários de português que consultei (Aurélio e Houaiss) só registram a acepção «antigo, prisco». Pode-se, afinal, dizer-se «fotografei animais nos locais mais prístinos»?
