O antónimo de frente
O antónimo de frente — qual é?
Obrigada.
Acordos, convenções e tratados (internacionais)
Na linguagem corrente usam-se várias designações para o que julgo ser uma mesma realidade: «acordos internacionais»; «convenções internacionais»; «tratados internacionais» (e outras: «protocolo», por exemplo).
A própria Constituição tem todas estas terminologias, mas sem as distinguir.
Quais as diferenças?
Porta-retratos
Gostaria de tirar por favor uma dúvida: porta-retratos admite somente a forma no plural?
Muito obrigada.
Ansiogénico
A palavra ansiogénico é muito utilizada no contexto da psicologia e da psiquiatria como querendo significar que algo (uma pessoa, um acontecimento, um contexto, etc.) induz ansiedade. Todavia, nos dicionários que consultei, incluindo o da Academia das Ciências de Lisboa, não encontro a referida palavra. Será que ela existe?
O hífen nos compostos (espécies botânicas e zoológicas)
Por imposição do terceiro artigo da Base XV do Acordo Ortográfico de 1990, emprega-se o hífen «nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde; bênção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-de-santo-inácio, bem-me-quer».
Esta nova regra contradiz aquela que foi a prática dos naturalistas portugueses desde o Iluminismo até ao terceiro quartel do século XX: usar o hífen apenas em nomes vernáculos compostos por justaposição de substantivos ou por locuções verbais. Por exemplo, enquanto um incontornável botânico como AX Pereira Coutinho escrevia sem hífen, no seu Esbôço de uma flora lenhosa portuguesa (1936) nomes como castanheiro da Índia, pinheiro silvestre, e hifenizava somente nomes como alegra-campo, já o presente AO recusa tal variação.
Qual o motivo de tal escolha, tão em contraste com as tradições ortográficas do nosso idioma, e mesmo em contrapelo com as práticas científicas nas línguas castelhana, francesa e italiana?
Meia dúzia
Meia dúzia, na acepção de um pequeno número («Estão ali meia dúzia de indivíduos a fazer barulho») – e não exactamente seis – escreve-se com ou sem hífen (meia dúzia ou meia-dúzia)? Obrigado.
«A telefonema», ou «o telefonema»?
No livro Não é errado falar assim, Marcos Bagno menciona telefonema como substantivo de gênero variável. Eu nunca ouvi «a/uma telefonema» em Botucatu, SP, Brasil, sempre «o/um telefonema» (se se tornou feminino nestes últimos anos, não saberia dizer). Procurando no Twitter, noto que pessoas de várias regiões do Brasil usam, efetivamente, o substantivo como feminino, mas não só no Brasil, algumas em Portugal também, apesar de «o/um telefonema» continuar a ser a forma maioritária em ambos os países. Têm alguma informação a respeito?
Vos / Lhes
É frequente em conferências/colóquios o orador dizer "tenho algumas novidades para lhes dizer". Na comunicação os visados são as pessoas que assistem.
Numa situação deste tipo não será mais correcto dizer: "tenho algumas novidades para vos dizer?". Surgiu-me esta dúvida, porque quando dizemos "dizer-lhes" podemos estar-nos a referir aos ausentes.
O significado e a etimologia de energúmeno
[Sobre “energúmeno”] que significado, verbetes podemos encontrar desta palavra?
Damos-vos
Há dias perguntei-vos como se deveria dizer, se damos-vos (como eu sempre disse e escrevi) ou damo-vos como muitos colegas professores dizem que é, e eu vi escrito num panfleto de concurso chegado à escola. O Ciberdúvidas prontamente me respondeu, mas como eu não pedi que dissessem por que razão é assim, venho de novo pedir que me ajudem a argumentar. Eles certamente baseiam-se no «damo-nos», mas o meu saber é apenas intuitivo. Agradeço a ajuda.
