Porta-retratos
Gostaria de tirar por favor uma dúvida: porta-retratos admite somente a forma no plural?
Muito obrigada.
A abreviatura c. (datas)
Estou com uma dúvida difícil de esclarecer: qual a diferença entre (c. 1475-1552) e (1475-1552) na referenciação a uma figura histórica.
Damos-vos
Há dias perguntei-vos como se deveria dizer, se damos-vos (como eu sempre disse e escrevi) ou damo-vos como muitos colegas professores dizem que é, e eu vi escrito num panfleto de concurso chegado à escola. O Ciberdúvidas prontamente me respondeu, mas como eu não pedi que dissessem por que razão é assim, venho de novo pedir que me ajudem a argumentar. Eles certamente baseiam-se no «damo-nos», mas o meu saber é apenas intuitivo. Agradeço a ajuda.
A posição do símbolo do dólar (EUA)
O Código de Redação Interinstitucional da UE estabelece que, quando se usa o símbolo do euro (€), este deve vir à direita do valor e com espaço:
Ex.: 30 €
A minha dúvida persiste, após profunda pesquisa (e sem resultar em nenhuma conclusão fidedigna), em relação ao símbolo do dólar. Quando usado num texto português, devemos posicioná-lo também à direita (e com espaço), como instituído para o euro?
Ou seja: 30 $
Ou devemos usar a regra do inglês e posicioná-lo à esquerda ($ 30)?
Obrigada.
O antónimo de frente
O antónimo de frente — qual é?
Obrigada.
Meia dúzia
Meia dúzia, na acepção de um pequeno número («Estão ali meia dúzia de indivíduos a fazer barulho») – e não exactamente seis – escreve-se com ou sem hífen (meia dúzia ou meia-dúzia)? Obrigado.
Enforma e informa
Será correcto dizer: "este princípio «enforma» toda a matéria x"? Ou deverá antes dizer-se: "este princípio «informa» toda a matéria x"? Ou, por último: "este princípio «conforma» toda a matéria x"?
Vende-se ou vendem-se?
E aqui vai uma questão (só para assinalar esta data!), a partir de comentários que, há tempos, recebi de um leitor. Perdeu-se quase por completo, creio, a consciência da diferença entre o "se", pronome apassivador, e o "se", símbolo de indeterminação do sujeito (correspondente ao on francês, ou ao man, alemão). É cada vez maior a tendência para se dizer, por exemplo, «falam-se línguas estrangeiras», ou «vendem-se andares», em vez de «fala-se línguas estrangeiras» ou «vende-se andares». Regra geral, «se a indeterminação do sujeito for indicada pelo pronome, o verbo fica na 3.ª pessoa do singular"» (C. Cunha e L. Cintra, Gramática, p. 501). Mas poderá dizer-se ser verdadeiramente errada a construção que opte pela forma apassivante? Não haverá antes uma evolução no sentido de um suplemento de concordância (plural com plural), apassivando-se as coisas para que tal efeito se dê?
À excepção / há excepção
Gostaria de ser esclarecida quanto ao seguinte: Dizemos: há excepção ou à excepção? Ex.: Estavam todos presentes há excepção da Ana ou estavam todos presentes à excepção da Ana. Penso que se diz da primeira forma, mas tenho dúvidas.
A origem da expressão «Ora bolas!»
Por favor, gostava que me elucidassem sobre a origem da expressão «Ora, bolas!».
Muito obrigado.
