DÚVIDAS

Damos-vos
Há dias perguntei-vos como se deveria dizer, se damos-vos (como eu sempre disse e escrevi) ou damo-vos como muitos colegas professores dizem que é, e eu vi escrito num panfleto de concurso chegado à escola. O Ciberdúvidas prontamente me respondeu, mas como eu não pedi que dissessem por que razão é assim, venho de novo pedir que me ajudem a argumentar. Eles certamente baseiam-se no «damo-nos», mas o meu saber é apenas intuitivo. Agradeço a ajuda.
A posição do símbolo do dólar (EUA)
O Código de Redação Interinstitucional da UE estabelece que, quando se usa o símbolo do euro (€), este deve vir à direita do valor e com espaço: Ex.: 30 € A minha dúvida persiste, após profunda pesquisa (e sem resultar em nenhuma conclusão fidedigna), em relação ao símbolo do dólar. Quando usado num texto português, devemos posicioná-lo também à direita (e com espaço), como instituído para o euro? Ou seja: 30 $ Ou devemos usar a regra do inglês e posicioná-lo à esquerda ($ 30)? Obrigada.
Vende-se ou vendem-se?
E aqui vai uma questão (só para assinalar esta data!), a partir de comentários que, há tempos, recebi de um leitor. Perdeu-se quase por completo, creio, a consciência da diferença entre o "se", pronome apassivador, e o "se", símbolo de indeterminação do sujeito (correspondente ao on francês, ou ao man, alemão). É cada vez maior a tendência para se dizer, por exemplo, «falam-se línguas estrangeiras», ou «vendem-se andares», em vez de «fala-se línguas estrangeiras» ou «vende-se andares». Regra geral, «se a indeterminação do sujeito for indicada pelo pronome, o verbo fica na 3.ª pessoa do singular"» (C. Cunha e L. Cintra, Gramática, p. 501). Mas poderá dizer-se ser verdadeiramente errada a construção que opte pela forma apassivante? Não haverá antes uma evolução no sentido de um suplemento de concordância (plural com plural), apassivando-se as coisas para que tal efeito se dê?
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