DÚVIDAS

Belém (Brasil)
Gostaria de saber se o verso em destaque de minha música «Na Bandeira Nacional brilhas Belém na primeira estrela» está correto, uma vez que tive a intenção de dizer que Belém brilha na estrela, e NÃO que Belém é aquela estrela. Minha música foi gravada e apresentada como homenagem à cidade pelos seus 391 anos, e este verso foi muito criticado por um colunista local. Gostaria de saber se meu verso está correto. Só a título de esclarecimento, a estrela em cima da faixa «ordem e progresso» representa o Pará, por ser a última província a aderir à república.
Condicional e relatos históricos
Podia dizer-me o porquê de usar o verbo no futuro de pretérito nas seguintes frases : 1- «Depois disto, o rei D. Dinis, o sexto rei de Portugal, viria a criar a Universidade de Coimbra...» 2 - «... Mas tal só viria a suceder-se em 1147, durante a governação de D. Afonso Henriques...» 3- «... a sua derrota perante os muçulmanos viria a ditar o fim do seu império no ano de 711.» Em geral, tal aplicação de verbo no futuro de pretérito nestas frases parece seguir uma regra comum, não é? Se sim, qual? Obrigado
Orações substantivas antes das principais
Em todas as gramáticas que consultei, as orações substantivas sempre estão depois das principais. Isso é uma regra? Não posso colocar a subordinada substantiva antes da principal? Li uma resposta do Ciberdúvidas em que se diz que podemos ter as objetivas antes das principais; mas são apenas essas ou todas substantivas? Na minha visão, podemos ter no mínimo a maioria, já que: conseguimos deslocar os objetos diretos, os indiretos, os sujeitos... Mas sabemos que apenas a visão de um curioso não conta. Por isso peço ajuda aos Senhores. Desde já agradeço a atenção.
Concordância no plural com dois infinitivos
Numa resposta a uma pergunta feita por mim, cujo título é “Concordância com infinitivo: 'Agrada-me dançar e cantar'”, a consultora Carla Marques disse: «um sujeito composto por duas orações coordenadas desencadeia uma concordância na 3.ª pessoa do singular». E justificou citando um trecho da Gramática do Português (Fundação Calouste Gulbenkian). Compreendi muito bem a sua resposta, pela qual lhe fico muito agradecido. Só que, lendo na Nova Gramática do Português Contemporâneo de Lindley Cintra e Celso Cunha, em relação a concordância, apareceu o seguinte: «Mas o verbo pode ir para o plural quando os infinitivos exprimem ideias nitidamente contrárias: «Em sua vida, à porfia, Se alternam rir e chorar.» (A. de Oliveira, Póst., 43.).” » Aí, eu pergunto: 1.º Por que há a possibilidade de o verbo ir para a 3.ª pessoa do plural, já que o sujeito feito de infinitivos não possui um núcleo pronominal ou nominal a ser fonte para uma concordância numérica? 2.º Então, teria de aceitar que «rir e chorar» são sujeitos compostos apesar de não possuir um núcleo pronominal ou nominal? Desde já, muito obrigado.
Tudo, antecedente do pronome relativo quanto
Nas frases : 1. «Tudo quanto houve passou.» 2. «Tudo quanto é passa.» Em 1, o termo «Tudo quanto houve» é oração subordinada substantiva subjetiva? Ou o termo «quanto houve» é oração subordinada adjetiva? Em 2, o termo «tudo quanto é» oração subordinada substantiva subjetiva? Ou o termo «quanto é» é oração subordinada adjetiva? Agradeço.
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