Omissão da preposição com orações coordenadas
Há erro gramatical, sendo obrigatório o acompanhamento da preposição em todos os objetos indiretos; ou apenas falta de paralelismo, na frase «Gosto de dançar, cantar e pintar»?
Nessa e em outras estruturas, pode-se omitir a preposição depois de inseri-la no primeiro objeto, quando estes se referirem ao mesmo verbo e à sua mesma regência?
Nessas locuções a seguir, apesar de não haver objeto, também há obrigatoriedade de replicar a preposição?
«Eles passaram a imitar e caçoar.»
«Eles passaram a imitar, caçoar.»
Grato desde já.
Diminutivo de chávena
Qual o diminutivo de chávena: chaveninha, ou chavenazinha?
Os adjetivos abísmico e abíssico
Abísmico – esta palavra existe na língua portuguesa?
Frangalhada / franganada
Quando nos referimos a gado, dizemos rebanho, quando nos referimos a frangos, qual é o coletivo?
A regência de compulsão
Qual é a regência do nome compulsão?
Compulsão a/para algo ou em algo?
Segundo o [Dicionário Prático de Regência Nominal de Celso Pedro] Luft , quando o nome pedir complemento, teremos apenas o a ou para. Em muitos dicionários, não achei o em.
Porém... recentemente, observei a seguinte frase: «A compulsão EM procurar não deve se sobrepor [...].»
Desde já, agradeço a enorme atenção.
Escolha de preposição em «... um jornal com/de outro porte»
«Pudéssemos contar com um jornal de outro porte», ou «Pudéssemos contar com um jornal com outro porte»?
«Nenhum dos vossos ataques serve de alguma coisa»
Tendo por base a frase «Nenhum dos vossos ataques serve de alguma coisa», é possível afirmar que esta última está correta? De facto, a mim, não me parece, pois penso que não pode haver concordância possível entre "nenhum" e "alguma", neste caso. Deste modo, como se pode reformular a frase, com vista a que ela transmita a ideia de que nenhum dos ataques empreendidos surte qualquer tipo de efeito? «Os vossos ataques de nada servem» será uma possível reformulação?
Cordialmente.
Sobre o adjectivo confessional
Pretendo usar o adjectivo confessional, no sentido em que alguém fala de si mesmo, mas sem poder dizer-se que o resultado é autobiográfico, sendo apenas autodescritivo. O que acontece é que os dicionários consideram confessional restritivamente como relativo à religião. É o que acontece em francês e inglês, mas estou certo de já ter lido, em português, o adjectivo com o sentido que pretendo dar-lhe. Estarei enganado?
Oximetria de pulso - correcção
Não está correcta a resposta dada a esta pergunta. (Cf. Oximetria de pulso). A oximetria de pulso é uma técnica não invasiva de medir, não os gases do sangue arterial, mas tão só a saturação do oxigénio arterial, por via transcutânea. Se me puder alongar na explicação, posso informar que é um método de análise e controle (controlo?) da saturação da hemoglobina pelo oxigénio do sangue arterializado feita através de sensores de infravermelhos e que se podem colocar na polpa de um dedo ou no lobo da orelha. Esta técnica incruenta permite uma avaliação continuada do modo como o sangue se mantém mais ou menos oxigenado e é frequentemente utilizada em doentes com insuficiência respiratória.
Percentagem e o adjetivo só numa frase negativa
Gostava que, se possível, me explicassem duas dúvidas. Na frase:
«61% dos portugueses não leram um só livro no último ano.»
– O verbo ler deve estar no plural, como está, ou deveria estar no singular (leu) uma vez que o sujeito é 61%?
– O uso do só nesta frase está correto (no sentido de «único») ou no fundo faz com que o sentido da frase seja exatamente o oposto do que o jornalista quer dizer que seria: «61% dos portugueses leram somente um livro.»
Espero não ter sido confusa. No fundo queria saber se a forma verbal e o uso de só estão corretos nesta frase.
Muito obrigada e obrigada por nos ajudarem a entender melhor a nossa língua.
