DÚVIDAS

Sessepe, serelé, arredobrar-se (Guimarães Rosa)
Gostaria de saber o significado das palavras seguintes numa das obras de Guimalhães Rosa, que me custam bastante para encontrar alguma solução e que parecem regionalismo ou da invenção do autor pela minha dedução: a. sessépe, serelé: «O coelhinho tinha toca na borda-da-mata, saía só no escurecer, queria comer, queria brincar, sessépe, serelé, coelhinho da silva...» (as duas palavras indicam um tipo de coelhos? ou certo jogo? ou como?) b. arredobrar-se «o esperto do gato repulava em qualquer parte, subia escarreirado no esteio, mas braviado também, gadanhava se arredobrando e repufando, a raiva dele punha um atraso nos cachorros." (só posso reconhecer que o verbo indica uma acção, mas não sei qual.) Obrigada.
Concordância negativa: «se não queres que ninguém saiba»
Bem haja o Ciberdúvidas, e bem hajam os seus colaboradores pelo importante veículo que são em prol do correto uso da nossa língua. Muito agradeço o vosso esclarecimento sobre o seguinte: Atentas as expressões, frequentes: A. «Se não queres que ninguém saiba, não o faças nem o digas.» B. «Se queres que ninguém saiba, não o faças nem o digas.» Que as duas expressões são convergentes, acho que sim, que são. Mas serão ambas corretas ou só uma em prejuízo da outra? E no último caso, qual delas? A resposta poderá ser a sacramental (que penso ser a A.), mas a dúvida subsiste. Agradeço o vosso douto comentário.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa