DÚVIDAS

Maiúsculas iniciais em compostos: «Major-General»
Depois da publicação do novo acordo ortográfico, as palavras compostas nos postos militares deixam-me imensas dúvidas. Por exemplo: tenho visto escrito "Major-general" e "Major-General" quando aplicado a uma pessoa em concreto: «Major-general Bento Soares» ou «Major-General Bento Soares». Não tenho dúvida na utilização do posto major-general quando não associado a uma pessoa em concreto, por exemplo: «vi um major-general a passear na minha rua». Em relação ao primeiro caso, associado a um nome concreto, qual é a forma mais correta de escrever? Será "Major-general" ou "Major-General"? Gostava que me esclarecessem sobre esta dúvida. Obrigado
Tenha aparecido / interessassem
A minha dúvida trata-se da aparência do conjuntivo em orações subordinadas depois de um verbo principal seguido pelo advérbio "apenas" (na acepção de "somente"). Não entendo porque o modo conjuntivo é admissível em alguns exemplos, como nos que seguem: 1. [Auto do frade por João Cabral de Melo Neto] Noto apenas é que o juiz, que na execução capital é mais importante que o réu, é até sua figura central, não tenha aparecido aqui.... 2. [O meu exemplo] Ele apenas lia coisas que lhe interessassem mesmo. No primeiro exemplo, eu tivesse escrito "apareceu" em vez de "tenha aparecido". No segundo exemplo, seria admissível escrever "que lhe interessaram mesmo"?
Uma oração gerundiva: «pinturas representando flores...»
Primeiramente quero agradecer à equipe Ciberdúvidas o belo trabalho de nos ajudar a nós, consulentes, a aprender mais sobre o nosso idioma. Ao ser questionado a respeito da possibilidade da construção de gerúndio acompanhando com, o consultor legitimou tal construção e deu um exemplo: «Todas as umbreiras e cimos de janelas e portas, feitos d'entrançados de canastra, uma das engenhosas indústrias campestres da região, hoje perdida; móveis de pinho, sem tinta nem verniz, respeitando as formas tradicionais do escabelo e do tamborete de tripeça, com pinturas representando flores e animais, no pinho cru: à altura da cimalha, prateleiras com faianças portuguesas de Darque, Coimbra, Caldas e Lisboa [...] (Corpus do Português)» ("Oração de gerúndio introduzida por com", Ciberdúvidas da Língua Portuguesa). Mas, se não for muito incômodo, eu gostaria de saber: Quais são as funções sintáticas de orações com com seguida de gerúndio, como no exemplo que o consultor deu? O que é «oração gerundiva sublinhada»? Mais outra vez: obrigado!
Complemento indireto no português coloquial de Angola
Aqui em Angola, ocorre, tanto na linguagem oral como na escrita, um fenómeno linguístico que consiste em começar a frase com sujeito indeterminado e no final dela explicitar o sujeito começando com a preposição em. Exs.: *Lhe bateram no João. *Vão ralhar na Mingota. *Roubaram o teu arroz no Joaquim. É bem provável que essas construções estejam erradas do ponto de vista normativo, mesmo assim, gostaria de saber uma possibilidade de análise sintáctica, principalmente a do sujeito iniciado por em («no João», «na Mingota», «no Joaquim»). Uma hipótese que melhor descreveria esse fenómeno, qual seria? Muito obrigada!
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