Dep.
Tentei encontrar nas vossas respostas anteriores uma que satisfizesse a minha dúvida. Necessito de uma abreviatura para departamento e gostaria de pedir-vos para me a indicarem ou informarem onde a poderei encontrar. Já agora, se o abreviarmos para dep., estará correcto?
Sinceros agradecimentos.
A sintaxe de «cansada de o ouvir»
A dúvida que gostaria de colocar prende-se com a frase «Ele falou tanto, que fiquei cansada de o ouvir». Atendendo à sua análise sintáctica, «de o ouvir» desempenha uma função sintáctica individual, ou funciona em conjunto com «cansada», que, neste caso, é o nome predicativo do sujeito?
Muito obrigada pela atenção.
Os gentílicos de Matosinhos
O Novo Dicionário da Língua Portuguesa de Cândido de Figueiredo; Topónimos e Gentílicos de I. Xavier Fernandes; Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira e Enciclopédia D.N. – todos eles assinalam dois gentílicos para a referida cidade nortenha: matosinhense e matosinheiro.
Em roda de amigos surgiu a dúvida sobre matosinheiro. Se bem que a mais comummente empregado seja matosinhense, podemos considerar errado matosinheiro ou ambos estão absolutamente correctos?
Agradeço o vosso empenho em prol da língua portuguesa.
A resposta segue o Acordo Ortográfico de 1945.
Abreviatura de actuário
O formado em Ciências Atuariais é o Atuário. Numa correspondência como fica a abreviatura de Atuário? Ex.: Administrador/ADM.; Engenheiro/ENG.
A abreviatura de «previsto e punível»
Que significa "p. e p." no contexto seguinte: «factos susceptíveis ... de configurar a prática do crime de furto qualificado , p. e p. pelo art.204.º, ... do Código Penal»?
Agradecida.
Euromaidan e Europraça
O termo “Euromaidan”, em rigor, significa “europraça”. Assim se chama porque no fim de 2013 surgiram protestos antigoverno e pró-União Europeia, e eles tiveram como centro a praça da Independência, na capital do país. Ou seja, sendo os protestos pró-União Europeia e centrados numa praça, a palavra “Euromaidan” surgiu, e passou a ser amplamente usada pela mídia.
Após algum tempo, a palavra passou a representar não somente a praça, mas também o movimento inteiro que levou à derrubada do governo naquela época. Na mídia e na escrita acadêmica anglófona, não se fala dos protestos da Ucrânia em si, mas sim do (movimento da) “Euromaidan”. A Real Academia Española, atenta à movimentação, adaptou a grafia ao castelhano: “Euromaidán”. Ela passou a ser usada na hispanosfera normalmente.
A meu ver, a forma natural de se traduzir o termo para o português seria grafando-o como “Euromaidã”. Entretanto, ninguém da mídia portuguesa nem da mídia brasileira o fez. Não encontrei um texto na Internet que o empregasse.
Pergunto:
1. Uma palavra nova aportuguesada só entra nos dicionários caso seja utilizada pelas pessoas? Como isso se define? Qual é o critério?
2. Caso alguém a utilize num texto acadêmico sem que ela esteja registrada num dicionário, poderá esse uso ser criticado?
A regência de anticorpos
Sou revisor de traduções médicas e tenho uma dúvida persistente. Criam-se «anticorpos contra», ou «a alguma coisa»?
Determinante
Está correcto dizer: «Conhecer a pluralidade de significação das mensagens em situação pedagógica e seus respectivos determinantes» ou deve dizer-se: «...suas respectivas determinantes»?
Não à "incomplementaridade"
Existe a palavra de negação "incomplementaridade"?
O registo dos nomes próprios em Portugal em 2024
Tem um vídeo do YouTube, indicando que, em Portugal, não se permite registrar bebês com os seguintes tipos de nomes:
1) Estrangeirismos (na grafia e/ou na pronúncia)
2) Pós-Acordo Ortográfico de 1990 (na grafia e/ou na pronúncia mais uma vez)
3) Que ponham em dúvida o sexo do bebê (conheço pessoas masculinas e femininas ao mesmo tempo com o nome de Solimar, por exemplo)
Pois muito bem, isso tudo aí é procedente de verdade?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
