A preposição por e a locução «por causa de» para hispanofalantes
Na minha profissão, sendo hispanofalantes a maioria dos meus alunos, deparo-me sistematicamente com o que me parece ser um uso indevido da preposição por (e as suas contrações), mas não tenho a certeza de como lhes explicar esta questão.
Vejo muitas vezes formações como:
O jogo foi cancelado pela tempestade. (devia ser «por causa da tempestade»)
Estamos confinados pela Covid. (devia ser «por causa da Covid»)
Não posso sair pela porta, visto que não tenho a chave. (pretende-se dizer «tenho de ficar em casa por causa da porta»)
A lei foi escrita pelo presidente, que cometeu um crime. (pretende-se dizer «por causa do crime do presidente»)
Os erros nas duas últimas frases parecem-me particularmente graves; gera-se confusão com as preposições de movimento e com os agentes da passiva. No entanto, há outras situações em que, aparentemente, podemos usar tanto por como «por causa de»:
A caravela, pelas suas características, era a embarcação ideal para navegar naquelas condições. (ou "por causa das suas características")
O livro, pela sua dificuldade, tem de ser lido por partes. (ou "por causa da sua dificuldade")
O empregado, pela sua experiência, devia ser promovido. (ou "por causa da sua experiência")
Como posso explicar em que casos posso ou não usar ambas as alternativas?
Muito obrigado desde já.
Baganha
Alguém tem alguma ideia acerca da origem deste meu apelido, «Baganha»?
O grafema th em latim e português
Por que no português não existe mais o dígrafo de th, sendo que existia no latim?
O que aconteceu durante a evolução da língua para que o som do th desaparecesse?
Reticências para sugerir uma palavra
[Sobre] «tá quente pra c...»
«Tem estado "um calor e ananases", como diria Fradique Mendes, pela pena de Eça de Queirós. Por estes dias, podem usar-se outras frases castiças caídas em desuso como “está de rachar” ou “derrete os untos!” Denise e Raimundo, brasileiros de Santa Catarina, chegaram esta semana a Lisboa. Pouco dados à leitura de Eça, escolheram tiradas como “tá quente pra caracá” e “tá quente pra dedéu!”, para terminarem com um estrondoso “tá quente pra c…!” […]
Victor Bandarra, "Calores Luso-brasileiros", Correio da Manhã / Revista Domingo, 26.8.2018, p. 25
Todos sabemos de antemão com o que «c...» está conotado. Que nome se dá a esta arte de abreviar palavras com reticências?
Obrigado.
«Fiz cinco anos no Brasil» (português da Guiné-Bissau)
O verbo fazer é impessoal quando se refere ao tempo decorrido. No entanto, ouço as pessoas dizerem «fiz cinco anos no Brasil» ou «fizemos dois meses em Biombo», com o sentido de permanência.
Será que é correto dizer assim, e se não é, como é que se deve dizer?
Eucaliptar
Deve escrever-se eucaliptar ou eucaliptizar (um terreno)?
Hexacóptero
Apenas para vos recomendar um novo termo a adicionar à língua portuguesa:
Hexacóptero.
Vede por favor:
http://vimeo.com/6194911
Atenciosamente.
«Nascido na Ericeira»
«Nascido na Ericeira» ou «nascido em Ericeira»?
Qual a forma correcta?
Pronúncia do nome próprio Bristol
Como pronunciar a cidade inglesa de Bristol? Devemos dizê-la "à portuguesa", isto é, foi assimilada pelas regras do português, ou devemos pronunciá-la em inglês?
Muito agradecido.
«É bom sujar-se»: gramaticalidade e publicidade
Li recentemente o seguinte anúncio publicitário: «Skip é bom sujar-se.» Gostaria de saber se a frase está bem construída tendo por base a norma do português europeu. Muito obrigada pela vossa atenção.
