O grau do adjectivo infindo
Há alguns dias perguntaram-me se o adjectivo “infindo” estava no grau normal, questão à qual não soube dar resposta. Se for possível, agradeço que me informem.
A palavra alófono
Existe em português a palavra alófono?
Muito agradecida.
Chegado a casa
«Em chegado a casa, sentou-se à mesa.» Esta expressão estará correcta, ou deverá dizer-se: «E chegado a casa, sentou-se à mesa.»
Despesismo "vs" desorçamentação
No "Diário de Notícias" do dia 13 de Março de 1998, encontrei na primeira página as seguintes palavras que não encontro em dicionário. - despesismo - desorçamentação Será que existem estes termos? Suspeito pelo sentido o que se pretendia dizer mas se não existem formalmente é pratica desaconselhada num país ainda com tanta necessidade de educação da língua.
O significado do nome deriva
No jornal Público de 11 de Fevereiro de 2022, Clara Barata escreve sobre a morte do prémio Nobel da Medicina em 1983, Luc Montagnier [1932-2022], a propósito de ideias bizarras que a partir de certa altura o cientista passou a emitir. Na sequência dessas bizarrias a articulista escreve e cito: «Tudo isto levou um grupo de 106 académicos franceses a denunciarem as derivas de Montagnier.»
Muitas vezes vi já a referida a palavra deriva com sentido idêntico, mas no Dicionário da Porto Editora e noutras consultas que fiz não aparece qualquer referência que se adapte.
Hífenes: «guarda-roupa-cápsula»
A ortografia portuguesa contempla a possibilidade de que se sucedam mais do que um prefixo hifenizado em palavras compostas sem elementos de ligação (p. ex. vice-diretor-executivo ou ex-vice-diretor-executivo).
Não obstante (e por nunca me ter deparado com um caso desta natureza), ter-se-ia também de hifenizar a junção de uma unidade lexical autónoma (um nome) a uma palavra composta (sem elemento de ligação)?
Por exemplo, temos coleção-cápsula (uma pequena coleção especial de vestuário dentro da coleção mais geral da loja) e, consequentemente, teríamos “guarda-roupa-cápsula” ou “guarda-roupa cápsula” (esta última, talvez, porque poderia tornar mais claro que cápsula modifica restritivamente a unidade completa guarda-roupa” e evitaria outras possibilidades de relações de modificação entre os seus elementos?!)?
Agradeço, desde já, a vossa resposta!
Verbo incoativo: «partiu-se o copo»
Na frase «partiu-se um copo», o segmento «um copo» é um complemento direto ou sujeito?
A minha dúvida reside na possibilidade de a frase estar invertida (=«um copo partiu-se»), contudo penso que, na frase dada para análise sintática, «um copo» parece-me o complemento direto da frase, visto que os copos não se partem sozinhos, ou seja, alguém (ou uma entidade) tem de os partir.
Desta forma, posso considerar que a frase apresenta um sujeito nulo indeterminado do predicado «partiu-se um copo» («partiu-se» = «partiram/alguém partiu») e que «um copo» é complemento direto?
Muito obrigada.
A regência de pachorra
Perguntava-vos se o nome pachorra, para além da preposição para, suporta a preposição de:
«Ele não tem pachorra de sair de casa.»
Obrigado.
Dizimista e dizimador
Gostaria de saber se na frase «com a chegada dizimista dos colonizadores'», o termo ''dizimista'' estaria correto, pois creio que o ideal seria dizimadora.
Obrigada.
«Em primeiro, o seu dinheiro»
A forma como nos exprimimos também segue tendências e modas de que, por vezes inadvertidamente, nos apropriamos sem a necessária ponderação. Ultimamente, tenho ouvido, sobretudo nos meios de comunicação social, em anúncios publicitários, expressões como «Em primeiro o seu dinheiro». Não tenho conhecimentos que sustentem uma argumentação válida da dissonância cognitiva que me causa tal frase. É apenas uma questão de sensibilidade, de ouvido, por isso, certamente pouco fiável. A questão é esta: não deveria dizer-se «Primeiro o seu dinheiro»? Obviamente, na primeira formulação, subentende-se a palavra "lugar"; contudo, eu preferiria dizer «Em primeiro lugar o seu dinheiro ou «Primeiro, o seu dinheiro». Gostaria de lê-los a este respeito.
