DÚVIDAS

A tradução de "interchageability" e "intercommunality"
No âmbito da minha profissão, utilizo com frequência linguagem e terminologia em língua inglesa, resultado da pertença de Portugal à OTAN. Na maior parte das situações procuramos palavras na língua portuguesa que "correspondam" às anglo-saxónicas. A minha dúvida prende-se exactamente com a tentativa de encontrar palavras em português que correspondam ao conceito da OTAN denominado por interoperability (que é traduzida para interoperabilidade em português). Este conceito é escalonado em três níveis, que a OTAN designa por compatibility; interchageability e intercommunality (os três termos pretendem escalonar entre algo que é pouco interoperável até algo que é 100% interoperável). A palavra compatibility é traduzida para compatibilidade. Agora os verdadeiros "problemas": A palavra interchageability é traduzida para "intermutabilidade"? A palavra intercommunality é traduzida para "conformidade"? Pergunto, existem as palavras indicadas? E, na medida do possível, estão de acordo com a tradução?
Trabalhabilidade
Gostaria de saber se a palavra "trabalhabilidade" (por exemplo, na frase "a madeira é um material com um elevado nível/potencial de trabalhabilidade") pode ser utilizada enquanto qualidade, à semelhança de "maleabilidade" ou "permeabilidade". Suponho que se trata de uma forma não dicionarizada, mas, ainda assim, gostaria de conhecer a vossa opinião relativamente à formação morfológica e sobretudo semântica deste neologismo.
O uso de ele como complemento direto (dialetal)
Primeiramente gostaria de cumprimentá-los pela excelente prestação de serviços com que somos brindados pelo Ciberdúvidas! No português brasileiro, a oposição pronome reto X pronome oblíquo átono não é levada a sério na fala espontânea, ficando restrita à língua escrita formal. Assim, são comuns frases como «eu conheço ele», «eu encontrei ela», «eu vi elas», etc. O único caso que se obedece é a oposição eu e me e, mesmo assim, entre pessoas de muito baixa escolaridade, pode-se ouvir um «ele viu eu» ou, ainda pior, «ela me viu eu». [...] Eu gostaria de saber, afinal, se em Portugal, na fala espontânea, podem-se encontrar construções com o pronome reto empregado em vez do oblíquo átono. PS.: Não há problemas para o brasileiro, mesmo de pouca instrução, em relação às formas tônicas.
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