DÚVIDAS

O superlativo absoluto sintético de cortês
Hoje, na aula de Português, foi abordado o grau superlativo absoluto sintético. O professor deu algumas regras, exemplos e trabalhos para casa. Numa das flexões constava o adjetivo “cortês”. Como não tinha a certeza da resposta, fiz uma pesquisa no dicionário Priberam e depois no blogue Língua Portuguesa e Literatura do Folclore, até que encontrei a solução “cortesíssimo”. A minha dúvida consiste no seguinte: com a terminação -ês aplica-se a regra geral e adiciona-se -íssimo? Antecipadamente agradeço a ajuda prestada.
O termo maternagem
Muito obrigada por todo o trabalho que desenvolvem. Sempre que tenho uma dúvida, venho ao vosso site. E isso significa todas as vezes que leio em português [...]. A minha questão é a seguinte: tenho lido a palavra maternagem, juntamente com a palavra maternidade, em textos do Brasil. Percebo,  pelo contexto, a diferença emtre estas duas palavras, mas será que se poderá usar a primeira em Portugal? É aceite ou ainda visto com um "estrangeirismo"? Começa a ser usada? Talvez com o tempo... Muito obrigada e felicidades.
Vírgula e deslocação de constituinte frásico
Aqui há dias escrevi a seguinte frase: «Se falhares oito vezes, da próxima vez que jogares aparecerá um bloco verde com um ponto de exclamação.» Fui corrigida por um revisor, que me "obrigou" a alterar o que tinha escrito: «Se falhares oito vezes, da próxima vez que jogares, aparecerá um bloco verde com um ponto de exclamação.» Sei que a frase está correcta, mas aquela segunda vírgula é ou não é obrigatória? E, seja qual for a resposta, porquê? Obrigada.
O uso e a formação do termo obesogénico
Gostaria de saber se o adjetivo "obesogénico", por exemplo, «ambiente obesogénico», isto é, ambiente que promove o aumento da obesidade (e.g., ambiente sedentário), pode ser utilizado em língua portuguesa. Trata-se de uma dúvida para uso em artigos científicos e numa tese de doutoramento, com base em outros artigos científicos maioritariamente em língua inglesa, mas também em língua portuguesa, que usam o termo (obesogenic). Muito obrigada!
Sobre disso na frase «O uso que se faça disso»
Sei que, diversamente do pronome ne do italiano ou en do francês, o pronome português lhe usualmente não pode empregar-se no lugar de um complemento introduzido pela preposição de, mas gostava de saber, especificamente, se é correto dizer «o uso que se lhe faça», em que o pronome lhe se substitui ao complemento introduzido pela preposição de («de alguma coisa»). A frase soa-me correta, mas não sei se estou a contaminar a nossa língua com um italianismo (em italiano dir-se-á perfeitamente «l'uso che se ne faccia»). Muito obrigado pelo excelente trabalho que já tanto me ajudou e ainda ajuda!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa