Decorar: «memorizar» vs. «ornar»
Estava escrevendo um texto jurídico e precisei do substantivo cognato do verbo decorar (no sentido de «memorizar») e me deparei com decoração, que seria ali interpretado como «enfeitar» e poderia causar um grande mal-entendido, pois pareceria deboche.
Poderia explicar a etimologia desta palavra e como tomou sentidos tão diversos?
Sei que decorar («memorizar») vem do latim "de cor", por que acreditavam, à época, que o coração guardava as memórias, e que decorar («ornar») também vem do latim decorare, «pôr cor em algo».
Mas como essas duas palavras caminharam para se tornar uma só, se têm sentidos tão opostos? E decoração poderia ser usado como substantivo cognato de decorar («memorizar») ou é defectivo neste sentido?
Obrigado.
Rotavírus, moxibustão e reflexologia
Por favor queiram informar-me se as palavras “rotavírus”, “moxibustão” e “reflexologia” já se encontram registadas nos dicionários editados em Portugal. (Não constam nos que consultei). Muito obrigado.
Valores temporal e explicativo de sempre
Desde idade muito tenra, no marasmo de minha pacata cidade onde nasci e resido até hoje, sempre ouvi das pessoa que me rodeavam frases utilizando o advérbio sempre para esclarecer um fato ou evidenciar algo.
Na verdade, me dei conta disso após aprender o que é um advérbio. Daí é que me veio o questionamento, já que toda fonte que consultei só o aponta como advérbio de tempo.
«Não adianta teimar com ela, sempre vai dizer que é mentira mesmo.»
O sentido era o de sempre justificar algo.
Há outros sentidos atribuídos a este advérbio além de tipicamente o de tempo?
Derivação das palavras corrupção, conivência, cooperação e conveniência
Como se formam as palavras corrupção, conivência, cooperação e conveniência?
O valor de intensificação do artigo indefinido em frases exclamativas
Já vi muitas frases construídas com a expressão «é de um/uma», mas tenho dúvidas se é correto o seu uso.
Aqui mostro dois exemplos:
I – «O uso de meios ilícitos para obtenção de vantagens é de uma imoralidade imensa.»
II – «A falta de cuidados no tratamento às pessoas e aos animais doentes é de uma desumanidade sem tamanho.»
O uso da referida expressão encontra respaldo nos livros de língua portuguesa?
Grato.
Locuções e colocações
Em termos de classificação gramatical e sintática, encontro bastante dificuldades em distinguir uma colocação e uma locução.
Já que ambas podem ter a mesma combinação de substantivo + adjetivo / verbo + substantivo / substantivo + preposição + substantivo, parace-me algo muito subjetivo e gostaria que me explicassem, por favor, a diferença entre os dois termos, como reconhecê-los e como classificá-los, visto que, existem muitas informações contraditórias.
Muito obrigado pela atenção.
«Suma sacerdotisa»
E agora uma dúvida pungente, de suma importância: qual o feminino de «sumo sacerdote»?
"Suma" sacerdotisa? Sumo "sacerdotisa"?
Estou empancado nisto.
Obrigado.
«Coisas suas»: determinante possessivo em posição pós-nominal
«Ele vendeu coisas suas.» Nesta frase qual é a função sintática de "suas"? Modificador?
"Umas águas, se faz favor."
Descobri nas férias passadas que é apenas no norte de Portugal que é usual pedir uma garrafa de água(s) da seguinte forma: "Umas águas, se faz favor". É que durante essas férias reparei que empregados de alguns cafés tinham dúvidas e um chegou-me mesmo a perguntar quantas queria. Gostaria de saber se esta expressão tem algum erro de Português e o porquê do seu uso. Será que o facto de ser usado o plural (umas águas) o torna mais indefinido e que por isso seja mais delicado ou educado? Em oposição o uso do singular (uma água) seria então mais definido e por isso mais directo e não tão "delicado".
O género de Angola
Gostaria de saber se é correcto escrever «grupo em que Angola está inserido» ou «grupo em que Angola está inserida». […] Muito obrigada.
