A expressão «pôr em causa»
Embora eu saiba que pôr ou colocar são sinónimos...
Gostava de saber a V. opinião sobre a expressão «pôr em causa». Ou será que deve dizer-se «colocar em causa»?
A minha dúvida surge porque eu não concordo com a utilização sistemática da expressão «colocar em causa», pensando até que se deve ao facto de se ter criado uma espécie de fobia, quem sabe devido a um programa de televisão que era publicitado com um senhor a quem era colocado um "bicharoco" na cabeça e que repetia várias vezes: «Ponha, ponha!»
Muito obrigada!
Regências: «partilhar de», «compartilhar de»
Numa resposta anterior sobre «partilhar e compartilhar», apresenta-se um exemplo que tem justamente que ver com a minha dúvida:
«Homens e mulheres, apesar de diferentes, partilham da mesma essência.»
A minha dúvida prende-se com o «da»: porque não «partilham a mesma essência»?
Obrigado.
Regência de encontrar
Eu tenho uma dúvida que gostaria que fosse sanada, se possível com a ajuda de vocês. Tal esclarecimento se refere a regência verbal do verbo «encontrar» na frase: «A tentativa de entender o mundo encontra, logo de início, em um obstáculo formidável: um enigma.» Eu gostaria de saber se tal frase obedece às normas do padrão culto? Obrigada pela atenção.
Novamente o prefixo anti- e o hífen: antitouradas
Costumamos escrever "anti-touradas" para enfatizar que somos "anti". Será, ainda assim, considerado um erro? Apenas é correcto escrever "antitouradas" ou, neste caso, é aceitável "anti-touradas"? Devemos escrever "touradas", ou "antitouradas", no plural, ou será mais correcto utilizar o singular, no caso, "antitourada" ou "anti-tourada"?
Antecipadamente gratos pela resposta.
A grafia de trava-línguas
Na minha prática, venho adotando a escrita «travalínguas», no que contrariei conscientemente a norma gramatical que impõe a ligação com hífen por envolver uma forma verbal como primeiro elemento.
Continua a parecer-me extremamente prático o uso que venho adotando em várias obras publicadas e/ou em vias de publicação por esta APEOralidade.
Pergunto: Será acertado continuar a manter esta grafia?
Trineto, trisneto, tresneto, trisavô e tresavô
Em dicionários da nossa língua, tenho encontrado trisneto(a), trineto(a), abneto(a), mas apenas trisavô(ó)/ tresavô(ó), razão pela qual gostaria de vos perguntar se haveria ou não as formas triavô, triavó, treavô, treavó, embora não dicionarizadas.
De modo a que
Gostaria que me esclarecessem quanto à correcção do uso das seguintes expressões:
a) «de modo a que» b) «de modo que» c) «por forma a» d) «em ordem a»
Sediado vs. sediado
Nos últimos anos muitas empresas optaram por substituir a expressão «com sede em...» pela palavra «sediado/a» (ou «sedeado/a»). O verbo «sedear» (ou «sediar») existe com este sentido? E qual é a forma correcta: com «i» ou com «e»? O contexto é o seguinte: «A empresa xxxx, sediada (ou sedeada) em Lisboa...»
A origem da palavra arte
Qual a origem da palavra arte?
«Em Porto Santo» e «no Porto Santo»
Surgiu uma dúvida sobre a contração da preposição em na seguinte frase:
«Ela vive em Porto Santo.»
Há quem defenda que se deve dizer «Ela vive no Porto Santo» (eu, por exemplo). No entanto, concordo que se diga «Ela vive em Machico».
Já tentei tirar a dúvida nas gramáticas, mas não fiquei elucidada. Gostaria que me explicassem.
